Resposta sem resposta

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A saúde pública em Toledo vive um momento de perigosa incerteza. A troca de notificações e ofícios entre a prefeitura e o Instituto IDEAS, gestor do Hospital Regional de Toledo (HRT) expõe uma ferida aberta da unidade que deveria ser o ápice da assistência médica na região Oeste.

De um lado, o município de Toledo, amparado por um parecer técnico, cobra eficiência e o cumprimento integral do contrato. A prefeitura aponta, com razão, a gravidade da interrupção de serviços essenciais — como cardiologia, exames de tomografia e até o fechamento temporário da Central de Esterilização de Materiais — ocorridos desde outubro de 2025. Para a administração municipal, as obrigações financeiras têm sido cumpridas, não restando justificativa para a paralisação de atendimentos.

Do outro lado, o Instituto IDEAS apresenta uma defesa fundamentada no desequilíbrio econômico. O argumento é matemático e preocupante: enquanto a média de despesas operacionais do hospital gira em torno de R$ 3,6 milhões mensais, os repasses atuais somam apenas R$ 2,6 milhões. O resultado é um déficit crônico superior a R$ 1 milhão por mês, que, segundo a gestora, inviabiliza a manutenção plena da unidade. Há ainda alegações de impasse com as verbas repassadas pelo Governo do Estado.

O instituto manda na resposta ao município que fará uma manifestação complementar. Mais um tempo para uma resposta que chega e não chega, afinal, nada ficou bem respondido e a população continua aguardando o funcionamento adequado do que deveria ser um Hospital.

No fim das contas, o que se pode resumir é que a prefeitura exige transparência contábil e metas; o IDEAS exige o equilíbrio financeiro e o aporte prometido pelo Estado. O que nos resta é aguardar as cenas dos próximos capítulos, porém sem muitas expectativas.

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