Notificação

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O município vive um momento delicado com a saúde no Hospital Regional de Toledo e através das informações repassadas em matéria da Prefeitura de Toledo, a administração tomou as devidas medidas através de uma notificação a empresa prestadora de serviços. O documento confirma o que muitos pacientes já sentiam nos corredores. A recente notificação não é apenas um trâmite administrativo; é um grito de basta contra um modelo de gestão que, ao que tudo indica, colapsou.

O que os fatos nos mostram é um cenário de “desmonte” progressivo. Desde outubro de 2025, o Instituto IDEAS vem emitindo ofícios que soam como boletins de derrota: suspensão de novas consultas, fechamento de centrais de esterilização por falta de insumos básicos, paralisação de tomografias e o corte nos atendimentos de cardiologia — uma especialidade onde o tempo é a diferença entre a vida e a morte.

A notificação assinada pelo prefeito Mario César Costenaro e pela secretária de Saúde, Adriane Monteiro Santana, levanta um ponto central e perturbador: enquanto o Município afirma estar cumprindo rigorosamente com os repasses financeiros, a empresa alega “escassez” para paralisar serviços essenciais. Mais grave ainda são os apontamentos da Comissão de Verificação, que indicam inconsistências contábeis e falta de transparência no registro de receitas. É o dinheiro do contribuinte toledano sendo desperdiçado por não devolver o serviço contratado.

A saúde não admite o “tempo da burocracia” nem a conveniência do equilíbrio financeiro de empresas privadas em detrimento da assistência hospitalar. O HRT foi idealizado para ser uma referência regional, não um monumento à desorganização.

O prazo de 15 dias concedido pelo Município para que o IDEAS restabeleça o atendimento integral e apresente sua defesa nos parece a linha tênue entre medidas mais firmes. Vamos aguardar o outro lado da moeda para concluir as opiniões.

Toledo não pode ser refém de planilhas mal explicadas e serviços paralisados. A Secretaria de Saúde deve fiscalizar com pulso de ferro, e o Instituto IDEAS deve explicações não apenas ao gabinete do prefeito, mas a cada cidadão que, ao procurar o Hospital Regional, encontra portas fechadas ou aparelhos desligados.

A saúde de Toledo tem pressa e a paciência com a má gestão se esgotou.

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