Flexibilização na Educação?

Lidar com a diversidade de opiniões e interesses da sociedade é um dos grandes desafios dos gestores públicos. E justamente esse conflito de interesses e necessidades das diferentes camadas sociais é que dão base para a implementação das políticas públicas. Isso é parte do Estado, a nossa democracia.

No entanto, existem aspectos dessa sociedade que vão além da opinião, do simples querer. São vulnerabilidades sociais que requerem uma atenção cuidadosa das autoridades, a fim de se evitar mais prejuízos à população, sobretudo às classes menos privilegiadas.

Sim, estamos falando da pandemia do novo coronavírus, e neste momento, relacionado à educação.

Em direção contrária à política de flexibilização do comércio em geral, atividades esportivas, religiosas, entretenimento e outras mais, a Educação vem tratando esse assunto de forma muito mais cuidadosa, é o que se percebe em Toledo.

De modo geral, vimos que os órgãos públicos e da sociedade civil voltados às políticas educacionais vêm estudando estratégias demonstrando sinergia entre eles. E com lucidez, estão resguardando a integridade daqueles que menos tem culpa no cenário de 2020: as crianças.

Nesta edição, o JORNAL DO OESTE trata desse assunto e apresenta os pontos de vista e planejamentos de algumas autoridades representantes da Educação no Município de Toledo. E é consensual entre elas, que isso deve ser avaliado com muita cautela.

Recentemente, houve especulações a respeito de um possível retorno às aulas presenciais na rede municipal de ensino, e, investigando essa situação, percebemos que, muito está se planejando quanto à adequação de todo o sistema educacional para receber novamente os alunos. Entretanto, está sendo dado um passo de cada vez, avaliando todo o contexto da pandemia a cada dia que passa.

É inegável a diferença desproporcional de acesso à educação nos diferentes níveis da sociedade. Agora, aliado à dificuldade no acesso às tecnologias de informação e comunicação, esse problema social foi ampliado.

Portanto, esse é um assunto cuja resolubilidade transcende o campo da opinião. Vai além do querer ou poder, é o Estado demonstrando sua responsabilidade e dever de tutela. Não se sabe quando voltam as aulas presenciais, ou como voltam. Na Educação, esperemos que volte com um novo normal, e que as novas políticas sejam efetivas. Por enquanto, nos resta aguardar e confiar nas autoridades.

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