Ninguém estava preparado

Nesta quarta-feira (17), na Associação dos Municípios do Oeste do Paraná (Amop), em Cascavel, prefeitos da região tentarão dividir opiniões, debater ideias, trocar protocolos, avaliar ações e, quem sabe, chegar a um consenso em como agir para enfrentar o maior desafio de toda trajetória política de cada um deles em toda vida que atende pelo nome de coronavírus (Covid-19). A doença que se no início não provocava tanto temor assim, de uns tempos para cá vem deixando com insônia até os mais calejados em enfrentar crises, embora nenhuma possa se comparar à atual.

E aí está um dos grandes problemas desta pandemia: nenhum prefeito ou governador estava preparado para enfrentar algo tão sério assim no Brasil. Em geral, aliás, os líderes que ocupam tais cargos nem sempre estão à altura da grandeza que o cargo lhes exige. Não é culpa de nenhum deles, portanto, de vez em quando agir sem saber ao certo o que estão fazendo, pois quando o assunto é Covid-19 o que vale hoje pode não valer daqui poucos dias, assim como o que é feito num lugar pode não funcionar em outro, como estamos observando agora.

Mas, quem sabe unidos, não seja possível aos prefeitos do Oeste do Paraná ao menos tentarem falar um idioma único, mandar uma mensagem clara às suas respectivas sociedades de existir um pensamento orquestrado para buscar o melhor e reduzir o impacto de saúde, econômico e social. Quem sabe através de um diálogo franco não seja possível traçar estratégias melhores do que algumas que aí se apresentam, até porque nem tudo que foi feito até o momento pode ser descartado por completo. Mas é preciso que ao menos os prefeitos, juntos, saibam dar as respostas que seus cidadãos não apenas esperam, mas precisam.

Essa decisão conjunta servirá ainda para cada um auxiliar o outro, dar o suporte necessário para que se possa atravessar este momento crítico de uma forma menos traumática possível, até porque ileso será impossível, haja vista o despreparo generalizado para o brasileiro lidar com tragédias e esta, da Covid-19, é uma das mais devastadoras da história da humanidade.

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