Reflexo esperado

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) em Toledo relativos ao mês de abril apontaram uma queda brusca na geração de empregos. Foram quase 500 vagas a menos de trabalho, com destaque ainda mais negativo no setor da indústria. Reflexo mais que esperado em função da crise generalizada que atingiu o mundo inteiro em função da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e que chegou a Toledo há 12 semanas, mais precisamente no mês de março.

O saldo negativo é preocupante, sem dúvida, ainda mais por atingir um dos setores que mais emprega atualmente na cidade, entretanto, pequenos sinais de recuperação começam a ser dados, com a retomada de alguns postos de trabalho e a volta gradativa dos contratos suspensos ou com jornada reduzida. Não se pode esperar uma retomada abrupta em função de que ainda há muitas dúvidas sobre o futuro econômico, ainda mais diante da letargia do Governo Federal.

A esperança também de dias melhores passa pela disposição do Governo do Paraná em, tão logo haja condições, lançar um pacote de medidas capazes de retomar o crescimento econômico o mais rápido possível. O governador Carlos Massa Ratinho Júnior já adiantou que as ações estão prontas, apenas aguardando que o número de casos diminua e haja alívio em todo o Estado sobre o sistema de saúde que, aos poucos, vai atingindo níveis perigosos em cidades e regiões importantes. Basta observar o que está acontecendo em Cascavel. Alguns dos casos de coronavírus já estão sendo transferidos para internamento em Toledo justamente pela alta taxa de ocupação de leitos por lá.

Em relação ao Caged, espera-se uma pequena melhora dos números em maio, embora o saldo também deverá ser negativo. Isso também se deve à migração de muitos trabalhadores para o mercado informal ou ainda de microempreendedores individuais, os quais não aparecem nas estatísticas de geração de emprego, mas que ajudam a enxergar com maior clareza os reflexos de uma pandemia que ainda não tem data para terminar. Até lá é preciso paciência e resiliência para superar um dos momentos mais críticos que o mercado de trabalho já enfrentou em toda a história.

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