Torre de Pisa

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Famosa por abrigar monumentos que celebram a engenhosidade e a beleza de sua arquitetura, a Itália, ironicamente, tem entre seus maiores monumentos a famosa e inclinada Torre de Pisa. Construída entre os anos de 1173 e 1370 e contando com 55 metros de altura, essa obra tinha como função original abrigar o sino da catedral da cidade de Pisa. No entanto, a percepção de que seus primeiros andares ficaram tortos acabou estabelecendo uma fama que passa longe da função litúrgica do monumento. Com o passar do tempo, essa inclinação foi ficando perigosa, a ponto da visitação ficar suspensa até o fim de obras que conseguiram evitar que a torre fosse ao chão.

O comparativo é válido com o resultado divulgado pelo próprio Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) 2022.

O que mais chama a atenção é o fato das médias brasileiras referentes a 2022 serem praticamente as mesmas de 2018 em matemática, leitura e ciências. Além disso, desde 2009 de acordo com dados da pesquisa, os resultados são estáveis nas três disciplinas, com pequenas flutuações que, na sua maioria, não são significativas.

Mais grave ainda é que, apesar da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) – responsável pelo levantamento – nessa edição do estudo ser a menor de toda a série histórica (desde 2000), os estudantes do Brasil obtiveram pontuação inferior a ela nas três disciplinas, ficando atrás até de países da América Latina, onde o estudo já não é lá essas coisas.

Realizado a cada três anos pela OCDE, o Pisa é um estudo comparativo internacional que avalia os conhecimentos e as habilidades em matemática, leitura e ciências dos estudantes na faixa etária de 15 anos (idade em que se pressupõe o término da escolaridade básica obrigatória na maioria dos países). E não basta apenas jogar a culpa nos ombros da pandemia, até porque os números mostram uma estagnação dos resultados, portanto, deveria ser algo para refletir e buscar uma política educacional menos pautada nas questões ideológicas ou financeiras, até porque o Brasil gasta muito e gasta mal quando se trata de educação. E a torre dessa Pisa anda cada vez mais torta!

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