Vermelha de vergonha

A mudança para bandeira vermelha em relação à Covid-19 em Toledo, pela primeira vez desde o início da pandemia, reflete bem a postura irresponsável que uma parcela considerável da população tem adotado nas últimas semanas, com reflexos diretos não apenas no número de casos – que aumentou vertiginosamente – mas nessa nova pressão sobre as decisões futuras, deixando numa situação desconfortável o poder público, haja vista a possibilidade de medidas mais extremas para tentar combater o avanço de uma doença que há tempos se anunciava difícil de ser combatida caso não houvesse o completo engajamento da sociedade.

Em Toledo, infelizmente, esse engajamento não aconteceu na proporção necessária, resultando nessa cor de vergonha diante do egoísmo coletivo verificado nas ruas, parques e praças. Não adianta penalizar o comércio mais uma vez, afinal, nas lojas em geral as medidas sanitárias estão sendo seguidas à risca. Em alguns casos até além do mínimo necessário.

Mas é preciso aumentar o rigor da fiscalização nos espaços públicos e cobrar – quem sabe até com multa – quem insiste em não respeitar as regras criadas para o bem-estar coletivo e não para o umbigo de idiotas que pensam ser imunes a uma doença silenciosa e, quando não tratada de maneira correta ou então quando adquirida por uma pessoa com outras morbidades, tende a ser fatal. Prova são as 50 mortes registradas em seis meses, mas que aumentou demais em apenas um mês, na mesma proporção dos casos positivos que não param de subir. Nem irão parar diante do comportamento verificado em vários cantos da cidade.

Vermelho – de raiva – tem de estar o cidadão que vem seguindo as regras desde o início e ainda é achincalhado por se comportar ou ainda corre o risco de ser contaminado por imbecis travestidos de pessoas saudáveis que insistem em andar sem máscara e frequentar espaços como se nada estivesse acontecendo. Quem desrespeita as regras precisa ser punido. Simples assim. Seja ele quem for, seja em qualquer área.

Somente quando a sociedade em geral perceber o rigor da fiscalização, quem sabe, será possível começar a se virar um jogo até agora perdido de goleada para uma doença que meses antes havia anunciado sua chegada e que não viria para brincadeira.

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