Eco Park contribui para o aumento da permanência do turista em Foz

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Desde a inauguração em dezembro de 2022 o Eco Park, espaço dedicado a contar a história da relação da humanidade com os animais, tem contribuído para aumentar a permanência do turista em Foz do Iguaçu, cidade que recebe anualmente mais de 1,5 milhão de visitantes.

Somente neste último ano a unidade foi visitada por mais de 64 mil brasileiros e estrangeiros. Quem visita o Eco Park, pode passear pela fazendinha que abriga animais domésticos como vacas, lhamas, mini porcos, coelhos, peixes, avestruzes e cabritos, além de um viveiro de imersão que tem sido um novo lar para aves e répteis que sofreram em mãos humanas devido a maus-tratos.

Também tem a oportunidade de assistir as demonstrações de exercícios do cavalo crioulo, uma raça típica do Brasil, e o voo das aves de rapina, única do seu tipo, até o momento, na América do Sul. O voo das aves de rapina ocorre todos os dias às 10h e 15h30.
As atividades no Eco Park incentivam a reflexão sobre como se pode fazer mais pelos animais e pelas pessoas.

Mais opções de passeios
Durante a celebração do primeiro ano da unidade sob a gestão do Grupo Dreams, nessa segunda-feira, 4, Dia Mundial da Conservação da Vida Selvagem, o secretário Municipal do Turismo, André Alliana, disse que o Eco Park tem contribuído para o incremento do turismo regional, sobretudo, o ecológico. “Esse lugar é incrível e vem ao encontro do que prega Foz, uma cidade com várias opções de passeios para a família e focados na natureza”, disse.

Para Elaine Tenerello, diretora executiva do Visit Iguassu, o Eco Park complementa e dá suporte para a estratégia de marketing do Destino. “Uma das nossas metas é aumentar a permanência do turista na cidade e o Eco Park vem se somando às demais opções de passeios em Foz. Em 2007, a média era de 2,7 dias, hoje já estamos em quatro dias, mas a meta é atingir sete dias”, afirmou.

Mais que passeio
A coordenadora do projeto Onças do Iguaçu, Yara Barros, destacou que mais que uma opção de turismo ecológico na cidade, o Eco Park, tem contribuído para a proteção da fauna. “Além de termos projetos comuns, como o Ciscando para o Futuro, o Eco Park colabora com o aumento da conexão entre o ser humano e os animais.
Além do Onças do Iguaçu, nesse um ano o Eco Park fez parcerias com entidades importantes com Iguaçu e o Instituto Água e Terra do Paraná que entregou aos cuidados da unidade mais de 100 animais resgatados de tráfico e maus-tratos.

Iguaçuenses pagam R$ 15
Como presente para os iguaçuenses, a tarifa para morador de Foz do Iguaçu custa R$ 15 e as crianças menores de seis anos entram de graça.
Para receber o benefício é preciso apresentar um comprovante de residência e um documento com foto.
Os ingressos podem ser adquiridos no site: www.dreamsecopark.com.br. O parque funciona das 9h às 17h30.

Como começou
O Eco Park é resultado de uma imersão do paulistano Leandro Mautone no mundo da falcoaria. Mautone passou 15 anos morando e trabalhando em instituições na Itália. Entre elas, o Parque Oltremare e o Aquário de Gênova, onde aprendeu as técnicas da falcoaria. Arte milenar que estimula a parceria entre ser humano e aves de rapina, sendo reconhecida como Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2010.

De volta ao Brasil em 2017, Mautone atuou no Zoológico do Rio de Janeiro. Em 2019, ele e os biólogos Bruno Nogueira e Larissa Vasconcelos fundaram o Centro de Falcoaria em Foz do Iguaçu.

Na época, eram apenas os três como funcionários para executarem as atividades na instituição, que incluíam o cuidado com as corujas, falcões, gaviões e urubus e, as demonstrações de treino desses animais para os visitantes que chegavam. “Esse treino é uma parte fundamental da rotina das aves, estimulando comportamentos naturais e ajudando na reabilitação daquelas que foram resgatadas de acidentes ou maus-tratos”, explicou Mautone.

Missão Socioambiental
Com o aumento do interesse do público pela arte da falcoaria em dezembro de 2022, o Centro de Falcoaria passou a ser o Eco Park.
A mudança foi graças à parceria entre Mautone e o Grupo Dreams que queria ampliar sua missão. Além de entretenimento, também ter um cuidado especial com os animais e natureza.
Com a mudança, passou a contar com um espaço maior, ao lado do Complexo Dreams Park Show e sua missão também cresceu.
Somou ao tratamento e reabilitação de aves de rapina e divulgação da falcoaria, o propósito de contar a história da relação da humanidade com os animais.

Mais informações: www.dreamsecopark.com.br

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