Mauro Picini Sociedade + Saúde 29/07/2020

Julho Amarelo: diagnóstico precoce de câncer ósseo é fundamental
Médico explica que PET SCAN é método mais eficaz para diagnosticar tumores malignos

O mês de julho é destinado à conscientização sobre o câncer ósseo com o objetivo de permitir diagnósticos precoces e, consequentemente, tratamentos mais eficazes. O tumor pode surgir diretamente no osso (primário) ou decorrer de câncer em outro órgão, com metástase nos ossos (secundário).
O ortopedista e traumatologista, Ronaldo Sotine, que atende no CEONC Hospital do Câncer de Cascavel, explica que os tumores ósseos primários correspondem de 3 a 4% de todas as neoplasias. “As lesões secundárias (metástases) são mais frequentes no esqueleto axial, composto por 80 ossos na cabeça e no tronco do corpo humano”, explica Sotine. 
“As principais origens são: pulmonares, prostática, mamária, renal e intestinal”, complementa o médico.
A dor nos ossos, inchaço e sensibilidade na área afetada, edema (machucado), fadiga, perda de peso e febre são os principais sintomas, que podem indicar também uma lesão já avançada. O diagnóstico precoce é fundamental, principalmente nos tumores malignos, permitindo emprego de um tratamento rápido.
O avanço da medicina tem sido grande aliado na luta contra o câncer ósseo. A tecnologia permite métodos de imagem cada vez mais precisos, sendo possível observar precocemente as lesões. Alguns dos métodos de imagens são: radiografias, ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e PET SCAN. 
“Atualmente o PET SCAN é o método mais eficaz no diagnóstico precoce das lesões primárias e ou secundárias, possibilitando assim, uma abordagem mais favorável para a cura dos pacientes”, complementa o ortopedista e traumatologista, Ronaldo Sotine.

Tratamento
Tumores ósseos frequentemente exigem tratamentos com diversas modalidades: cirurgia, quimioterapia e radioterapia. A especialização e modernização são fatores determinantes para melhores resultados. 
Como proceder?
Ao perceber qualquer sintoma, a orientação é procurar unidade de saúde mais perto de sua casa ou a clínica médica de sua confiança. O médico especialista verificará o seu caso e dará os encaminhamentos para verificação dos sintomas. Se você é paciente oncológico, ao perceber algum sinal diferente do seu corpo, avise o médico que acompanha seu tratamento.

 

Prati-Donaduzzi leva informação técnica e científica a médicos

Prati-Donaduzzi leva informação técnica e científica a médicos

A evolução da Prati-Donaduzzi, localizada em Toledo no Paraná, é uma constante. Um dos pilares deste crescimento é o compromisso com todas as pessoas do setor farmacêutico. O novo momento da indústria, na área de Prescrição Médica, também possui a responsabilidade de levar informação técnica e científica à categoria.
Alinhada a este conceito, a farmacêutica realiza uma série de encontros de educação continuada para os médicos. Várias edições já foram realizadas e contaram com a participação de centenas de profissionais de diversas especialidades. A programação segue semanalmente para possibilitar mais acesso aos médicos.
Os meetings objetivam proporcionar um ambiente de informação e esclarecer dúvidas sobre a Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) 327/2019 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que permitiu a comercialização de produtos à base de Cannabis no Brasil. 

Conhecimento técnico
Os encontros online são mediados pelo gerente de Inovação e Pesquisa Clínica da Prati-Donaduzzi, Liberato Brum Júnior, que aborda aspectos regulatórios do Brasil e informações técnicas e científicas do primeiro e único produto nacional de Canabidiol e pela Dra. Daniela Bezerra que é Neurologista Infantil com especialização em Epileptologia pela ILAE, que compartilha casos clínicos e experiências de prescrição com os colegas médicos participantes dos encontros.
“Eventos como esses são fundamentais para ampliar o conhecimento, já que ainda existem muitas dúvidas e informações incorretas sobre o Canabidiol no Brasil. Também é uma oportunidade de entender e elucidar as necessidades dos profissionais médicos”, destaca Liberato.
Sistema Nervoso Central
A farmacêutica paranaense é reconhecida pela excelência e qualidade na produção de medicamentos no Brasil, neste novo momento avança com a linha de produtos de marca e passa a ter destaque entre a classe médica.
“Nosso compromisso é também contribuir para a atualização dos profissionais, levando informações sobre vários assuntos, mudanças na legislação, apresentação de estudos clínicos, entre outros”, afirma o diretor de Prescrição Médica, Edilson Bianqui.
O lançamento do Canabidiol Prati-Donaduzzi é o grande salto desta nova fase da empresa. Além deste produto, a indústria farmacêutica projeta o lançamento de mais de 22 novos medicamentos de marca, a maioria voltada ao Sistema Nervoso Central (SNC) e indicada para tratar doenças como epilepsia, Parkinson, Alzheimer, ansiedade, depressão, dor neuropática, esquizofrenia, autismo, bipolaridade e insônia.

 

Síndrome de Ménière: o que é e como afeta a qualidade de vida

Patricia Oliveira

A síndrome ou doença de Ménière foi identificada no início do século XIX pelo diretor do Instituto dos Surdos e Mudos de Paris, Prosper Ménière. É caracterizada como um distúrbio crônico no ouvido interno e conhecida como hidropsia endolinfática, pois ocorre um aumento do volume da endolinfa dentro do labirinto, provocando uma distensão desse compartimento por aumento da pressão interna.
O labirinto é um conjunto de arcos semicirculares que possuem líquidos em seu interior chamados de endolinfa. A movimentação destes líquidos, que ocorre sempre que nos movemos ou mudamos de posição, é transformada em sinais elétricos que vão para cérebro, onde eles são interpretados de forma a identificar nossa real posição no espaço. Graças a correta interpretação dos dados obtidos através da movimentação da endolinfa é que conseguimos nos manter sempre em equilíbrio, mesmo de olhos fechados.
Na síndrome de Ménière, a pressão aumentada no ouvido faz com que os sinais enviados ao cérebro sejam imprecisos, o que provoca sintomas como vertigem, diminuição da audição, zumbido e sensação de ouvido entupido, em episódios que podem durar de 20 minutos a 24 horas, interferindo diretamente na qualidade de vida do paciente, que fica incapacitado de realizar suas tarefas cotidianas no trabalho ou em casa durante e após as crises.
Náuseas e vômito são frequentes na fase aguda da vertigem, bem como a dificuldade de se manter em equilíbrio, sensação que pode permanecer por mais alguns dias após a crise. O zumbido que o paciente ouve pode ser parecido com um chiado ou som agudo, contínuo ou intermitente. A perda da audição é flutuante, com períodos que se alternam entre o agravamento e a melhora espontânea. Dessa forma, a doença pode ser confundida com um mal estar temporário ou com a labirintite no seu estágio inicial. Mas, conforme ela progride, pode causar perda auditiva de baixa e alta frequências, por isso, a importância do diagnóstico precoce e o tratamento adequado.
As causas da Síndrome de Menière ainda não são bem elucidadas, mas especialistas apontam relações com o diabetes, hipertensão, doenças autoimunes, infecções, traumas cranianos, problemas metabólicos, variações anatômicas no ouvido interno e predisposição genética no aumento da pressão da endolinfa. Os critérios para o diagnóstico foram propostos pela Academia Americana de Otorrinolaringologia e Cirurgia da Cabeça e Pescoço e incluem história de pelo menos dois episódios de vertigem com duração mínima de vinte minutos, zumbido no ouvido e confirmação da perda auditiva através do exame audiométrico, além do descarte de outras doenças.
Não há cura para a doença e o tratamento ocorre para minimizar os sintomas que atrapalham a qualidade de vida de quem sofre com o problema, incluindo medicamentos para tontura e enjoo, fisioterapia com terapia de reabilitação vestibular para o equilíbrio, uso de aparelho auditivo e mudanças significativas no estilo de vida e alimentação, evitando estresse e excessos no consumo de álcool, nicotina, cafeína e sal.
Patrícia Oliveira é professora de Anatomia e Fisiologia da Escola Superior de Saúde, Biociências, Meio Ambiente e Humanidades do Centro Universitário Internacional Uninter.

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