Altas temperaturas reforçam alerta para prevenção da dengue
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Com a chegada do verão, o aumento das temperaturas e das chuvas cria condições ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya. Nesse período, os cuidados devem ser redobrados, já que pequenos focos de água parada são suficientes para a reprodução do inseto. Medidas simples, como eliminar recipientes que acumulam água, manter caixas-d’água bem vedadas e redobrar a atenção com calhas e ralos, são fundamentais para prevenir a doença e proteger a saúde da população.
O mosquito transmissor da Dengue não tira férias e aproveita qualquer deslize da população. Um simples copo de plástico esquecido no quinta pode ser um espaço para a formação de novas larvas. De acordo com o coordenador do setor de Combate às Endemias, Antonio José Sousa de Moraes, os principais criadouros de Dengue em Toledo ainda são o lixo doméstico e a água acumulada em vasos de plantas e reservatórios. “Precisamos que todos redobrem os cuidados; a luta contra as arboviroses depende de uma mudança real de hábito, já que a falta de constância nos cuidados domésticos tem sido o maior desafio das últimas temporadas”.
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Embora o período de férias e viagens gere preocupação com imóveis fechados, Moraes pontua que a série histórica de Toledo mostra que o Período de Risco Elevado (PRE), com explosão de casos confirmados, ocorre entre as Semanas Epidemiológicas 08 e 21, que correspondem ao final do verão e início do outono.
“A população tem contribuído de forma significativa no combate ao Aedes aegypti, no entanto ainda existem algumas pessoas que não adotam medidas preventivas de forma contínua e isso acaba causando a proliferação do mosquito, uma vez que os ovos do mosquito tem resistência de aproximadamente 450 dias então os cuidados devem ser constantes”, reforça o coordenador.
Ele esclarece que, de acordo com o monitoramento pelas ovitrampas, há registro de mosquitos espalhados em todas as regiões de Toledo. Contudo, o setor está fazendo bloqueios mecânicos e químicos, removendo criadouros e orientando a população.
MONITORAMENTO – O uso de ovitrampas, implantadas desde a primeira quinzena de agosto, atraem fêmeas do Aedes aegypti para deposição de ovos em lâminas de eucatex. As coletas periódicas das unidades instaladas alimentam uma plataforma federal que gera mapas de calor e indica áreas com maior circulação do mosquito.
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“Os locais com maior número de infestação estão sendo sempre trabalhados e logo a equipe é direciona para outras áreas. Os casos suspeitos não param e o setor de Endemias está traçando suas ações em função dos bloqueios desses casos suspeitos e dos dados fornecidos pelas ovitrampas. Todo o setor de endemias está trabalhando em sistema de mutirão fazendo bloqueios para conter as áreas com maior incidência de mosquitos detectados pelas armadilhas e também nos casos suspeitos”.
A tecnologia do uso de ovitrampas, incorporada às recomendações do Ministério da Saúde, oferece maior precisão que o Levantamento Rápido de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa). Antonio explica que as partir deste ano, o setor de Endemias irá realizar dois Levantamentos, as novas diretrizes do Ministério da Saúde torna obrigatória apenas um por ano.
“O primeiro Liraa será realizado no mês de maio e o segundo, que é obrigatório, será realizado em novembro”, complementa ao enfatizar que “esta nova metodologia permite criar um ‘mapa de calor’ que identifica ‘áreas quentes’ (alta infestação) e ‘áreas frias’ (baixa infestação) de forma mais precisa e constante, sem depender apenas dos levantamentos sazonais”.
O coordenador do setor de Combate às Endemias, Antonio José Sousa de Moraes, enfatiza também que a metodologia de trabalho dos agentes de Endemias é focar nessas áreas prioritárias, com isso estão presente com mais frequência nessas localidades. “Isso é importante porque a rotina anterior era baseada em ciclos de aproximadamente dois meses. Antes o objetivo era apenas cobrir 100% da área urbana. Agora, com as novas diretrizes, os agentes não trabalham mais com prazos de retorno estipulados aos imóveis, mas com a missão de eliminar os focos onde o risco é maior. O foco é transformar ‘áreas quentes’ em ‘frias’ para proteger a saúde da população”.
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CONSCIENTIZAÇÃO – A doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, pode ser evitada com atitudes simples no dia a dia, como eliminar recipientes que acumulam água e manter quintais e terrenos limpos. Quando a comunidade está bem informada e engajada, o risco de proliferação do mosquito diminui significativamente, protegendo a saúde coletiva e evitando surtos que sobrecarregam os serviços de saúde. Por isso, a conscientização do dever de cada cidadão é essencial para prevenir a dengue e salvar vidas.
“É fundamental que a população se conscientize e abra as portas para os agentes de Endemias. Esses profissionais possuem a expertise técnica para identificar criadouros que passam despercebidos ao olhar comum. Ao receber o agente, a população garante que seu imóvel não se torne um risco para sua família e vizinhos, permitindo que Toledo antecipe o ciclo do mosquito e proteja toda a comunidade antes que o período crítico de transmissão comece”, conclui.
Da Redação
TOLEDO