Dengue: Banco de Sangue enfrenta baixo estoque de O+, O- e A-

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*Da Redação

TOLEDO

O avanço nos casos de dengue tem provocado uma nova preocupação para as autoridades, a queda nas doações de sangue, também no Banco de Sangue de Toledo, o estoque de bolsas está baixo, em especial das tipagens O Negativo, O Positivo e A Negativo. A mudança climática que ocorreu nos últimos dias também tem influenciado na redução das doações, mas é o cenário epidemiológico da dengue que tem colaborado mais com a queda nas coletas.

“Tivemos um aumento nas transfusões de plaquetas nesse período, ocasionado pela dengue. Então, por consequência impactou nos estoques também”, explica a supervisora do Banco de Sangue de Toledo, Vânia Frigotto.

Além das doações de plaquetas, pacientes suspeitos ou com dengue também não podem fazer a doação de sangue. A pessoa que contrai a dengue não pode realizar nenhuma doação no período dos sintomas e de vírus ativo no corpo e, posterior, ainda fica inapto por um período.

O Ministério da Saúde orienta também que pessoas que mantiveram relações sexuais com pacientes positivados de dengue também ficam impedidos, temporariamente, de fazer a doação. Com isso, os agendamentos ficam com muitos faltosos, prejudicando a rotina de trabalho da equipe do Banco de Sangue.

“Considerando as baixas nos estoques de O+, O- e A- solicitamos que quem pode doar, entre em contato com nossa Unidade e venha fazer as doações. Quem não pode doar, seja um incentivador da doação, muitas famílias tem suas vidas transformadas pelo gesto da doação de sangue”, enfatiza Vânia.

Orientações para doação de sangue

ESTADO

Em todo o Paraná, o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Paraná (Hemepar) reforça a urgência para a doação de sangue, em especial dos tipos O- e O+. O pedido acontece, sobretudo, por conta da ocorrência de temperaturas mais baixas nesta época do ano, o que reduz a quantidade de doadores. Condições como gripes e resfriados têm afastado os doadores das unidades, além da dengue que impossibilita o doador por um determinado tempo.

A norma técnica da Anvisa referente a dengue explica que pessoas que tiveram dengue comum devem aguardar 30 dias após a recuperação completa para fazer a doação de sangue. Quem teve dengue hemorrágica (dengue grave) deve aguardar 180 dias após a recuperação completa. Já as pessoas que tiveram contato sexual com pessoas que tiveram dengue nos últimos 30 dias deverão aguardar 30 dias após o último contato sexual; e as pessoas que tomaram a vacina contra a dengue também devem aguardar 30 dias após a vacinação para fazer a doação de sangue.

“Temos muitos paciente que tiveram dengue e estão impossibilitados de doar. E para ter o nosso estoque regulador normal, precisamos de doadores, sejam os que tradicionalmente fazem esse ato voluntário e solidário de doar sangue, seja os que nunca doaram e que podem ser doadores pela primeira vez”, comenta o secretário.

Para tornar-se um voluntário é necessário ter entre 16 e 69 anos completos, sendo exigida a autorização e a presença do responsável legal para doação de menores de idade. O doador deve pesar no mínimo 51 quilos, estar descansado, alimentado e hidratado (evitar alimentação gordurosa nas quatro horas que antecedem a doação) e apresentar documento oficial com foto (carteira de identidade, carteira do conselho profissional, carteira de trabalho, passaporte ou carteira nacional de habilitação). Homens podem doar sangue quatro vezes ao ano. Já as mulheres podem fazer três doações ao ano.

Com informações da AEN*

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