Discussão do Plano de Arborização retorna em novembro

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No dia 4 de novembro será retomada a agenda de reuniões para revisão do Plano de Arborização Urbana de Toledo. Quatro Grupos de Trabalho (Espécies, Legislação, Educação Ambiental e Viveiro) foram montados para esse esforço que começou em novembro do ano passado e atualmente reúne representantes de 12 instituições. Estes GTs tiveram os conteúdos escolhidos de acordo com o manual do Ministério Público que norteia o trabalho desenvolvido pelos municípios. A coleta dos dados primários está sendo conduzida por uma empresa que faz também o georreferenciamento da cidade.

O Plano de Arborização do município surgiu após uma exigência da Promotoria do Meio Ambiente no ano de 2012, quando foi pactuado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o município e implantado em 2013.

No dia 22 de novembro haverá uma apresentação do cronograma de trabalho por grupo, com as reuniões dos GTs acontecendo nesse intervalo. Está prevista para o dia 29 de fevereiro a apresentação de um cronograma de trabalho para 2024.

PANORAMA DO OESTE – Dos 52 municípios da Região Oeste – área de abrangência do Gaema – 23 não têm Plano de Arborização; 29 municípios têm Plano de Arborização e 19 estão executando. Na Regional de Cascavel, 19 municípios têm Plano de Arborização; apenas 12 estão executando e 11 não têm Plano. Já na Regional de Foz do Iguaçu, dez municípios têm Plano de Arborização, apenas sete estão executando e 12 Municípios não têm Plano.

“O Gaema está realizando estudos para promover um diagnóstico e adotar as medidas cabíveis”, explica o promotor ao salientar a importância da atuação dos órgãos competentes e comunidade para a proteção do meio ambiente.

Confira a importância dos planos de arborização urbana e da cobertura vegetal urbana funções ecológicas, sociais, educativas e paisagísticas:

• Preservam importantes espécies de fauna e da flora;

• Áreas verdes urbanas produzem material genético;

• Propiciam embelezamento;

• Criam espaços de lazer, convivência, atividades físicas e de recreação junto à natureza;

• Estimulam a educação ambiental;

• Minimizam a poluição sonora – amortecem as ondas sonoras por barreiras verdes e pelas copas das árvores;

• Reduzem o clima seco e as elevadas temperaturas das cidades;

• Árvores, bosques, parques lineares e pequenas florestas se transformam em “pulmões urbanos”;

• Reconfiguram a “cidade de concreto”, emoldurada por grandes obras e edificações, melhorando a paisagem urbana;

• Permitem a integração entre homem e natureza com a criação de espaços urbanos saudáveis;

• Melhoram o microclima e a qualidade do ar pela absorção de partículas de poeira e gases ao capturar o carbono da atmosfera;

• Colaboram para a redução do gás CO2 garantem a permeabilidade do solo ao facilitar a drenagem de água e evitar enchentes;

• Protegem as várzeas e os cursos d’água situados na área urbana;

• No aspecto geológico, as áreas verdes em regiões urbanas íngremes (encostas e morros) agem como uma barreira para conter processos erosivos, prevenindo deslizamentos e movimentação de solo.

Da Redação

TOLEDO

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