Golpe: Procon alerta consumidores para estarem sempre atentos

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É preciso estar atento para não cair em algum tipo de golpe. Em 2023, segundo apurações do Procon de Toledo uma das reclamações com maior número de registros foi a contratação de empréstimo consignado não autorizado. A situação é ainda mais agravante quando acontecem de golpe em cima do golpe.

A coordenadora do Procon de Toledo, Janice Finkler, relata que o consumidor procura a unidade para relatar débito em conta corrente referentes a algum tipo de empréstimo consignado que ele não autorizado. “Na maioria das vezes essas empresas não tem aqui um representante físico, o consumidor não tem como reclamar e acaba procurando o Procon”, explica Janice ao reforçar que é uma prática abusiva incluir um débito de algo que a pessoa não contratou.

Janice explica que quando o Procon faz contato com a empresa a resposta mais comum é que, em determinado momento, ocorreu uma autorização do consumidor (um contrato eletrônico, foto da pessoa, foto de documento pessoal), entre outras que justificariam a autorização do empréstimo.

Janice explica que, geralmente, nessas situações assim que a pessoa nota o débito automático na conta corrente e procura o Procon, em seguida, é feito contato com o banco dessa pessoa. O consumidor de fato recebeu um valor em dinheiro referente ao empréstimo e, geralmente, os bancos não se recusam a cancelar tal contratação de empréstimo – desde que o valor seja quitado, ou seja, a pessoa precisa devolver o valor do empréstimo. Ela explica que essa tramitação não é difícil de resolver quando o consumidor não usou o valor depositado e ainda possui esse dinheiro para tal quitação.

GOLPE SOBRE GOLPE – A astúcia dos golpistas pode causar ainda mais transtorno quando acontece o golpe sobre golpe. Janice relata que tem ocorrido do golpista ter conseguido fazer o empréstimos consignado no benefício do consumidor e ao cair o dinheiro na conta ele liga para o consumidor.

“Antes do consumidor procurar o Procon o golpista se antecipa. A pessoa – que geralmente é um idoso vulnerável – recebe uma ligação e do outro lado da linha o golpista fala: ‘O senhor recebeu o valor de um empréstimo que não pediu, mas é muito fácil resolver, basta devolver esse dinheiro via pix/transferência para tal conta e fica tudo resolvido’. Acontece que essa conta é do golpista e não do banco para que de fato o consumidor devolva esse empréstimo que ele não contratou. Contudo, ao transferir esse dinheiro para o golpista ela acaba perdendo, pois vai precisar quitar com o banco o valor do empréstimo proveniente de um golpe”, alerta.

MEDIDAS DE SEGURANÇA – Janice comenta que é importante o consumidor verificar periodicamente os extratos bancários, pois se ele tem essa ação rotineira e vier a cair neste golpe será possível buscar as medidas cabíveis logo no início. Já para evitar cair no golpe, ela orienta jamais passar informações pessoais por whatsapp, telefone, enviar fotos da face ou dos documentos pessoais, concordar com recebimento de valores que, supostamente, a pessoa teria para receber do governo ou de algum processo antigo que estava parado.

Além disso, Janice relata que existem sistema de segurança via INSS que permitem que o cliente bloquei o benefício, ou seja, ele fica bloqueado para novas consignações. “Não interferir naquelas que o pensionista, apenas vai bloquear para novas, mesmo que os golpistas tenham acesso aos dados a conta fica bloqueada. Para requerer tal medida é preciso ir até o INSS ou fazer via APP”.

OUTRO GOLPE –  A coordenadora do Procon de Toledo, Janice Finkler, alerta em relação a outro golpe: via SMS falando sobre uma compra que se a pessoa não reconhece deve acessar um link ou ligar para um 0800. Ela explica que geralmente essas mensagens questionam o consumidor que se ele não fez tal compra é preciso entrar em contato.

“Isso é golpe. A orientação é não entra no link e nem ligar no 0800, pois são falsos e vão induzir o consumidor a realizar uma transferência, um pix para outra conta como forma de não reconhecer a compra aprovada e isso não faz sentido. Caso a pessoa venha a cair nesse golpe a medida a ser tomada é primeiro registrar um Boletim de Ocorrências e de posse desse boletim procurar a agência bancária que esse consumidor tem a conta e fez o pix e solicitar na agência o Método Especial de Devolução (MED) – essa ferramenta é exclusiva para transações via pix – e pedir para o banco dele notificar o banco do golpista, se ainda tiver recursos na conta que recebeu o valor, eles conseguem devolver para o consumidor. Vale destacar que precisa ser muito rápido para dar tempo de recuperar o valor”, destaca Janice ao enfatizar que o consumidor precisa sempre estar atento e pode procurar o Procon sempre que precisar.

Da Redação

TOLEDO

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