Instituto Pessoas Melhores promove workshop sobre CNV em Toledo

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O Olinda Hotel e Eventos foi palco de um workshop, promovido pelo Instituto Pessoas Melhores, com o objetivo de discutir a Comunicação Não-Violenta (CNV), uma forma de redução dos conflitos e melhora das relações no ambiente familiar ou de qualquer organização. Para demonstrar na prática do que se trata, os especialistas Yuri Haasz e Sandra Caselato estiveram em Toledo e destacaram que a CNV está crescendo cada vez mais no Brasil e mais de 60 países a adotam em várias áreas. Hoje, de acordo com os especialistas, a Comunicação Não Verbal está sendo mais conhecida porque muitos livros sendo traduzidos para o português. “As pessoas estão começando a compreender quão útil pode ser essa prática de como eu me relaciono comigo mesma, me sentir melhor comigo mesma. Eu nas minhas relações interpessoais e também em grupos, em sistemas e até na resolução de conflitos”, comentou Sandra Caselato.

Ela destacou ainda que a CNV é uma tentativa de apoio para ver se as nossas relações podem melhorar no geral. “É uma forma de estabelecer relações mais satisfatórias consigo mesmo, com as outras pessoas, no coletivo. É ir na contramão do que a maioria da nossa cultura ou do nosso ambiente está nos levando”.

De acordo com a especialista, é uma espécie de busca pelo equilíbrio. “É uma busca por tentar melhores maneiras de estar junto para que seja boa para todos”, disse, ressaltando que a CNV se baseia nas tradições de não violência. “O segredo está em como transformar sistemas que são de imposição, de dominação e ganha perde em sistemas que são mais de parceria, de cooperação. Ao invés de estar competindo um com o outro, em como podemos cooperar”, acrescentou Sandra Caselato.

Para Yuri Haasz, a pergunta mais importante é: “Será que o jeito que está sendo agora está bom”, questionou o especialista ao mencionar que as explosões de violência no mundo inteiro são sintomas muito claros do que o atual sistema produz lá na ponta, “em termos de cultura, em termos de paradigma de pensamento”. A pergunta mais importante é: será que isso realmente está funcionando?

Yuri acredita ser necessário refletir sobre se o custo não está sendo muito alto do que seria investir em uma transformação cultural, “numa mudança de perspectiva ou uma intenção de abraçar a criação de sistemas onde as vozes de todos importem igualmente, onde os direitos e as necessidades humanas universais importem igualmente”, disse. Ele também apontou ser necessária uma nova cultura e uma nova metodologia para poder fazer isso, “porque o que a gente sabe está produzindo. É o que a gente está vendo. Precisamos aprender coisas novas, aprender formas novas de pensar, de praticar e a CNV é um bloco construtor disso”.

Os especialistas lembraram ainda que Marshall mencionava ser qualquer forma de violência uma expressão de alguma necessidade não atendida. “É uma tentativa trágica de atender isso. A violência é um sintoma de que necessidades não foram atendidos. Pode ser uma criança brigando com a outra, um casal, no ambiente de trabalho, um grupo terrorista, um país com o outro. É sinal que estão acontecendo coisas antes deste conflito começar e que não foram cuidadas de outra maneira e a CNV nos ensina a olhar para estas necessidades humanas de outra forma e comece a cuidar antes que elas explodam em violência”, finalizou Sandra Caselato.

Da Redação TOLEDO

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