Desaceleração econômica e juros altos impactam finanças em 2026
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O início de 2026 exige cautela financeira. Com a economia brasileira desacelerando, juros altos e aumento do endividamento das famílias, especialistas recomendam parcimônia nos gastos e planejamento estratégico. Entender o cenário macroeconômico e alinhar hábitos cotidianos à realidade econômica pode ajudar a manter estabilidade e segurança ao longo do ano.
DESACELERAÇÃO – O economista e professor universitário Jandir Ferrera de Lima alerta que “em 2026 a perspectiva é a desaceleração da economia brasileira. A taxa de juros entrou em 2026 muito alta e o endividamento público e das famílias aumentou. No caso das famílias, a inadimplência também se elevou no final de 2025. Ou seja, este ano chega com perspectivas de baixo crescimento econômico. Se a inflação permanecer dentro da meta e não houverem surpresas com a valorização do dólar, há a expectativa do corte de juros em fevereiro. Mesmo que de forma gradual, o corte de juros ajudará a recuperar a economia brasileira no segundo semestre”.
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INDICADORES – Segundo Jandir, três indicadores são essenciais para avaliar a saúde da economia. “Os três principais indicadores de boa saúde da economia brasileira são o câmbio, a taxa de juros e a inflação. Quanto mais estável o câmbio, menores as oscilações no preço da carne, soja, combustíveis, café, entre outros. Assim, quanto mais estável o câmbio, mais estável a inflação. Como a taxa de juros é um ‘remédio’ para a inflação, a estabilidade no poder aquisitivo da economia significa menos juros e, consequentemente, um ambiente melhor para os negócios. Negócios avançando é economia crescendo e empregos sendo gerados. Porém, o câmbio não depende apenas da boa vontade do governo, mas também do cenário nacional, que inicia 2026 turbulento”.
INVESTIMENTOS – Ele reforça ainda as oportunidades de investimento neste início de ano. “A inflação se encontra estável abaixo de 5% e a taxa de juros em 15%. Então para quem quer aplicar seus recursos, os fundos de renda fixa em crédito público têm baixo risco e bom retorno frente à inflação. Outras oportunidades estão no crédito privado, nas debêntures incentivadas, Crédito de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA) que tem boas oportunidades em empresas sólidas e ainda não tem tributação de imposto de renda”.
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Para quem deseja começar a criar uma reserva financeira, Jandir recomenda disciplina e cautela: “2026 iniciou turbulento, taxas de juros em alta e eleições a frente. A recomendação é parcimônia nos gastos mantendo uma reserva financeira. Para aqueles que querem iniciar uma reserva financeira, procure economizar 10% da renda mensal todo o mês para aplica-la em fundos de renda fixa. Isso trará mais segurança com menos risco financeiro a longo prazo”, conclui.
Da Redação
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