Ano novo: traçar metas incentiva mudanças para 2026

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Traçar metas para 2026 pode ser o início de uma ‘nova vida’… ano novo, vida nova! Não é uma mudança de ‘calendário’ que poderá prover as transformações necessárias; a mudança envolve a ação de traçar objetivos que estejam bem definidos, pois isso tende a facilitar a elaboração de estratégias e a busca de tais realizações.

“É importante entender que a vida é formada por várias áreas: familiar, conjugal, profissional, financeira, saúde física, estudos e desenvolvimento pessoal. Separar cada uma dessas áreas ajuda a visualizar o que você deseja melhorar”, destaca a psicóloga, Thamirys Sayami Almeida Amano. “A pergunta central é: ‘Como seria a melhor versão de mim em cada área da minha vida?’”.

Conforme a profissional, atingir esse ‘eu ideal’ não é simples, porque a rotina, o cansaço e os imprevistos fazem parte da vida. Contudo, ela reforça que quando existe clareza, é possível dar pequenos passos diários que caminham na direção desse objetivo e perceber quando acontece algo que gera o afastamento dessas metas.

“Planejar é fundamental, porque tendemos a adiar aquilo que não foi organizado. Com metas definidas, conseguimos criar direção, esses passos não precisam ser perfeitos, mas precisam ser constantes”, orienta.

FOCO NAS METAS – Para começar o ano realmente focado nas metas, segundo Thamirys, é ter clareza sobre o que se deseja alcançar. Ou seja, ter uma ideia geral, como ‘quero estudar mais’, ‘quero cuidar da minha saúde’ ou ‘quero crescer profissionalmente’, não é suficiente. Ela reforça que é importante transformar esses objetivos em ações concretas que possam ser inseridas na rotina.

“A pessoa pode pegar cada uma dessas metas e destrinchar em passos simples: o que ela pode fazer no dia a dia para se aproximar desse objetivo? Assim, ela estabelece um mínimo e um máximo possível dentro da própria realidade, permitindo constância sem gerar frustração”, aponta.

Outro ponto essencial, de acordo com a profissional, é lembrar que as metas precisam estar adaptadas ao contexto de vida de cada um. Nem sempre é possível assumir grandes compromissos diários; o importante é manter passos possíveis e realistas, considerando rotina, responsabilidades e energia disponível.

“Também é fundamental entender que a motivação inicial que surge no começo do ano não se mantém igual ao longo dos meses. Ela oscila. Por isso, não é a motivação que sustenta as metas e sim o compromisso e a disciplina. Haverá dias de cansaço, de dúvida ou de desânimo e isso faz parte do processo. O que não pode acontecer é transformar um deslize em abandono total. Se um dia não deu certo, no dia seguinte é possível recomeçar. Cada dia é uma nova chance de se aproximar do que se deseja. Essa postura mais realista e compassiva com as próprias falhas permite que a pessoa mantenha o foco sem se sobrecarregar”, reforça.

COMO MANTER O FOCO – Para manter o foco, a dica é primeiro criar uma rotina funcional e adaptar as metas à própria realidade. Muitas vezes, a idealização de um cronograma perfeito, todo organizado por horários, não encaixa com a rotina real que a pessoa vive, fica muito mais difícil manter. Com isso, o primeiro passo é estabelecer metas e inseri-las no dia a dia de um jeito possível, coerente com a vida, com o cotidiano.

“Outro ponto importante é entender que a motivação não é constante. Ela oscila. Vão existir dias em que a pessoa não vai se sentir motivada e isso é absolutamente normal. Nesses momentos, ela precisa lembrar que, mesmo sem vontade ou com algum desconforto, ainda assim consegue fazer o que é importante. Mesmo que os pensamentos digam que ela não consegue, mesmo que o corpo esteja pesado, dar o primeiro passo já inicia o movimento e a consequência dessa ação costuma ser muito recompensadora. É esse pós que fortalece o hábito”, comenta.

Também é essencial desenvolver flexibilidade. A psicóloga lembra que as falhas vão acontecer e a autocobrança não pode ser excessiva. “Autocompaixão não é autopiedade. É reconhecer que a pessoa faz o melhor que pode dentro das condições do dia. E, quando algo não sai como o esperado, o importante é levantar e recomeçar. Constância vale mais que perfeição. Por exemplo, se a meta é ler 20 páginas por dia, mas hoje não está sendo um bom dia, ler uma ou duas páginas já ajuda o cérebro a manter o hábito vivo”.

Thamirys lembra que o foco se constrói assim “fazendo um pouco todos os dias, ajustando a rota quando necessário e entendendo que o processo é contínuo. As metas podem e devem ser revisitadas e adaptadas ao longo do caminho. O que importa é seguir avançando, mesmo que em passos menores”.

ENCERA UM CICLO, INICIA OUTRO – Sempre que um ciclo é encerrado, um novo pode iniciar. A profissional pontua que cada virada de ano simboliza um recomeço, uma nova oportunidade de seguir em frente com mais consciência e maturidade. Ela cita que antes de olhar para o futuro, é importante reconhecer todas as conquistas e aprendizados.

“Passamos por um ano marcado por alegrias, desafios, dores e aprendizados que compõem a nossa história e têm seu valor. Este é um momento de acolhimento. De sentir o que precisa ser sentido, de reconhecer o que foi difícil e também o que fortaleceu. É o tempo de olhar para o próximo ano com esperança, e a esperança é essencial para a vida humana. Ela nos movimenta, nos inspira e nos ajuda a acreditar que podemos construir dias melhores”, avalia.

A psicóloga orienta que ao olhar para o novo ano, é importante traçar metas que estejam alinhadas ao que realmente importa, metas que façam sentido dentro da rotina e da realidade. “Que este novo ciclo venha com leveza, com propósito e com a coragem necessária para seguir adiante. E que cada um permita-se recomeçar, quantas vezes forem necessárias”, conclui

Da Redação

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