Morcegos: cuidados dever ser adotados para evitar a transmissão da raiva

Estimated reading time: 4 minutos

É comum o aumento da presença de morcegos – nesta época do ano devido as temperaturas elevadas – e consequentemente de acidentes, pois é neste período que ocorre a reprodução desses animais. O alerta é para que sejam adotados os cuidado necessários para evitar a transmissão da raiva.

“A raiva é uma doença viral que acomete os mamíferos – de forma geral, inclusive o ser humano”, alerta o diretor da 20ª Regional de Saúde de Toledo, Fernando Pedrotti. “É uma doença grave. No ser humano, embora ela seja algo que se pode prevenir, quando alguém é acometido, a taxa de letalidade, ou seja, a taxa de óbito pela doença é extremamente alta. Essa é a grande preocupação que a doença traz”.

A doença é causada por um vírus presente na saliva e nas secreções dos mamíferos infectados e é considerada fatal na maioria dos casos. Segundo Pedrotti, tratasse de um vírus que pode ser transmitido por determinados animais.

Normalmente, essa transmissão acontece através da mordida do animal infectado (cães ou gatos). “Também pode ocorrer através da mordida de um animal selvagem como os morcegos, por exemplo, na América Latina, eu diria que é um dos principais reservatórios para o vírus da raiva”, aponta ao citar que a transmissão também pode ocorrer por meio de uma arranhadura de raposa, gambá, animais roedores.

PREVENÇÃO – A primeira ação fundamental que visa a prevenção da doença é vacinar os animais domésticos (cães e gatos) contra a raiva. A segunda medida é evitar contato com animais selvagens.

“Não devemos ter contato direto com esses animais. Se eu encontrar um morcego que está caído, eu não devo pegar ele diretamente com a mão, mesmo que ele esteja morto. Eu devo usar algo que isole. Essa é uma forma simples e muito eficaz para prevenirmos a doença.

CASOS DA DOENÇA – Apesar de o último caso autóctone (que tem origem no local em que foi feito o diagnóstico) de raiva humana no Paraná ter sido registrado em 1987, é essencial garantir a prevenção para manter a doença afastada. De acordo com dados preliminares da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), em 2025 foram registrados 59 morcegos positivos para raiva no Paraná. Número inferior aos 82 animais positivos em 2024. Já em relação aos herbívoros (bovinos, equinos, ovinos, caprinos) positivos, em 2025 foram 216 registros, e em 2024 foram 203.

Em relação aos morcegos, apenas o contato com o mamífero pode ser suficiente para a contaminação. Por isso, buscar o serviço de saúde imediatamente é fundamental. Morcegos, ou outros animais silvestres, não devem ser tocados diretamente, principalmente se estiverem caídos no chão ou forem encontrados em situações não habituais, como voar durante o dia, dentro de casa – sinais de que podem estar contaminados.

AÇÕES – Caso aconteça alguma agressão por parte de algum animal, seja de morcegos ou mesmo de cães e gatos ou outro animal, os ferimentos devem ser lavados com bastante água e sabão e deve ser aplicado produto antisséptico – em seguida, a assistência médica deve ser procurada o mais rápido possível.

Nos casos de agressão por cães e gatos, quando possível, é importante observar o animal por 10 dias. Se ele adoecer, desaparecer ou morrer, é fundamental informar o serviço de saúde imediatamente.

A vacinação anual de cães e gatos é eficaz na prevenção da raiva nesses animais, o que consequentemente previne também a raiva humana. Quando se trata de animais de rua ou desconhecidos, a orientação é evitar a aproximação e não tocá-los quando estiverem se alimentando, com filhotes ou mesmo dormindo.

Da Redação*

TOLEDO

*Com informações da AEN

Você pode gostar também
Deixe uma resposta

Seu endereço de email não será publicado.