MPPR requer prorrogação de afastamento de vereadores em Toledo por suspeita de corrupção

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O Ministério Público do Paraná (MPPR), por meio da 4ª Promotoria de Justiça de Toledo, protocolou nesta sexta-feira (30) um pedido de prorrogação do afastamento cautelar dos vereadores Edimilson Dias Barbosa (conhecido como Dudu Barbosa) e Valdomiro Nunes Ferreira (Bozó). O órgão requer que os parlamentares permaneçam fora de suas funções por mais 180 dias ou até a prolação da sentença judicial.

Os réus estão suspensos de suas atividades legislativas desde agosto de 2025. O prazo inicial da medida cautelar venceria nos próximos dias 7 e 10 de fevereiro.

ACUSAÇÕES – A denúncia aponta que os vereadores teriam solicitado R$ 300.000,00 para viabilizar a aprovação de um projeto de lei. Segundo o MPPR, o crime foi arquitetado dentro da estrutura da Câmara Municipal, utilizando a influência política dos cargos para coagir a vítima.

Entre as provas citadas na manifestação, destacam-se:

Captação Ambiental: Áudios que registram o momento em que os réus recolheram celulares dos presentes por receio de “grampos” da Polícia Federal.

Abuso de Poder: Relatos de que as negociações ocorreram na “mesa da presidência”, onde os réus afirmavam ter o controle dos votos de outros parlamentares para garantir aprovação por unanimidade.

RISCO DE INTERFERÊNCIA E REITERAÇÃO – O Promotor de Justiça Substituto, Rodrigo de Assumpção Araujo Azevedo, argumenta que a manutenção do afastamento é “absolutamente imprescindível” para garantir a ordem pública e a instrução criminal.

O documento menciona que, mesmo afastados, houve tentativas de influência. Em um episódio relatado pelo vereador Odir Zóia, o réu “Bozó” o teria abordado nos corredores da Casa Legislativa para tentar traçar paralelos políticos entre sua situação e figuras nacionais, o que o MPPR classifica como uma “estratégia deliberada de convencimento e manipulação”.

“O retorno dos réus às funções públicas… tem o potencial de comprometer a moralidade administrativa e fragilizar a credibilidade do Poder Público perante a população”, afirma o promotor na peça processual.

TRÂMITE PROCESSUAL – O Ministério Público ressalta que o processo segue trâmite regular, com a Audiência de Instrução e Julgamento designada para o dia de hoje (30). Para o órgão, não há excesso de prazo na medida, uma vez que a gravidade dos fatos e o nexo funcional entre o crime e o cargo justificam a restrição contínua.

O pedido agora aguarda a decisão do Juiz de Direito da 1ª Vara Criminal da Comarca de Toledo.

Da Redação

TOLEDO

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