Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação são destaque na semana Paraná faz Ciência

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A II Semana Geral dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (Napis) teve início nesta terça-feira (7) reunindo pesquisadores, representantes do Governo do Estado e do setor produtivo para apresentações dos trabalhos desenvolvidos e dos resultados alcançados. Dos 62 Napis já implantados ou em construção, 38 expõem suas atividades até a próxima sexta (10) na Universidade Estadual de Londrina (UEL), dentro da programação da Semana Estadual de Ciência e Tecnologia- Paraná Faz Ciência.

Criados pela Agência Araucária em 2019, os novos arranjos de pesquisa e inovação receberam investimentos de cerca de R$ 102 milhões para o desenvolvimento de projetos. Durante a abertura da Semana Geral, o presidente da Agência Araucária, Ramiro Wahrhaftig, reforçou a importância da formação de redes colaborativas de pesquisa e inovação concretizada a partir dos Napis.

“Esses arranjos colaborativos são excepcionais e precisam envolver as universidades, setor produtivo e governo. Temos um sistema muito robusto de ciência, tecnologia e inovação no Paraná, o que nos possibilita ter esta presença de pesquisadores altamente qualificados em todo o Estado, muitos deles passarão por aqui durante esta semana”, destacou o presidente.

A Semana Paraná Faz Ciência foi ressaltada pelo secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), Aldo Bona, como uma ação de popularização da ciência. Ele enfatizou a importância de os pesquisadores terem como foco a popularização do seu trabalho para que se tornem conhecidos pela população que, a partir disso, passa a entender e defender a ciência.

Ao falar sobre a Semana dos Napis, o secretário salientou que os novos arranjos são uma importante estratégia de fomento da ciência. “A Seti apoiou a proposta criada pela Fundação Araucária por entender tratar-se de uma iniciativa inteligente que otimiza a aplicação dos recursos e une, de maneira colaborativa, os ativos de diversas áreas do conhecimento. Os Napis incentivam que os pesquisadores trabalhem juntos e não de forma isolada”, afirmou Bona.

SISTEMA – De acordo com o diretor de CT&I da Agência Araucária, Luiz Márcio Spinosa, a Semana Geral dos Napis possibilita mostrar o que o sistema de ciência, tecnologia e inovação do Estado tem construído para o desenvolvimento da sociedade. “São pesquisas realizadas ao longo de alguns anos e que mostram todo o capital intelectual e social que o Estado tem fomentado nos últimos anos”, explicou o diretor.

Ele lembrou, ainda, que durante a semana será possível avaliar as entregas dos novos arranjos de pesquisa e onde é possível que os processos de gestão e de fomento podem ser melhorados.

“Desde 2019 já foram investidos mais de R$ 100 milhões nos Napis e pretendemos ampliar estes investimentos, potencializando estas redes colaborativas formadas pela academia, governo, empresas e terceiro setor, que entregam para a sociedade ciência e novas tecnologias permitindo melhor qualidade de vida e criação de riqueza”, enfatizou Spinosa.

A reitora da UEL, Marta Regina Gimenez Favaro, destacou as instituições que fomentam a pesquisa, como a Agência Araucária e a Seti, permitindo a produção do conhecimento. Também ressaltou a integração possibilitada por meio dos Napis.

“Os novos arranjos de inovação demonstram a possibilidade de darmos as mãos, institucionalmente falando. Os nossos pesquisadores têm a oportunidade de entrelaçar suas ações com pesquisadores de outras instituições, o que fortalece a ciência, a pesquisa e o serviço que prestamos à comunidade”, disse.

As ações desenvolvidas na área de saúde e a possibilidade de parceria com os Napis foram destacadas pelo presidente do Tecpar, Celso Kloss. “Ações como as dos Napis são caminhos que podem fazer com que este conhecimento chegue à população de maneira mais rápida e mais efetiva”, comentou.

Nesta terça-feira (7) acontecem as seguintes apresentações: Genomas Paraná, Napi Genômica: Indicadores de vulnerabilidade + monitoramento genômico ambiental; Tecnologia Assistiva; Manna Academy; Napi Saúde Pública de Precisão; Bionformática – HPC computação de alto desempenho; Bioinformática – FioCruz; Fenômenos Extremos do Universo; Energia Zero Carbono e Napi Space.

Todas as apresentações também podem ser acompanhadas pelo canal da Agência Araucária no YouTube.

Da AEN

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