Pedido de impeachment contra Lula divide deputados locais

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A fala do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – quando ele fez um comparativo das ações de Israel contra palestinos a nazistas contra judeus – desencadeou na elaboração de um pedido de impeachment contra o presidente.

O pedido de impeachment contra Lula – composto majoritariamente por deputados de oposição –  foi apresentado pela deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Ele também foi assinado por membros de partidos que compõem o Primeiro Escalão do governo.

O deputado federal Dilceu Sperafico (PP/PR) assinou na manhã desta terça-feira (20) o pedido de impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O deputado apenas repassou que assinou o pedido e que prefere não se manifestar pois acredita que o momento é de muita instabilidade política.

Para os deputados de oposição, as falas de Lula podem configurar crime de responsabilidade. Até o fechamento dessa edição, 113 deputados federais assinaram o pedido, que deverá tramitar na Câmara.

‘NUVEM DE FUMAÇA’ – Para o depurado federal, Elton Carlos Welter (PT/PR), também de Toledo, o pedido de impeachment contra o presidente é uma ‘nuvem de fumaça’. Ele afirma que o Governo Federal vai continuar trabalhando para melhorar a vida das pessoas.

“Irresponsabilidade de quem não tem projeto político para o país. O Brasil já é a nona economia do mundo, 2º país que mais recebe investimentos do exterior, geração de renda e empregos sendo criados. Pobre no orçamento e super ricos no IR (Imposto de Renda). Resumindo: Lula é respeitado no Brasil e no mundo pela defesa da democracia, soberania e dignidade humana. Infelizmente, pura bravata de quem torce para o quanto pior melhor. Lula é persona muy grata”, pontua Welter.

PERIGO DA GUERRA – Entre os argumentos apresentados pelos parlamentares, que justificam a assinatura do pedido de impeachment, está a configuração crime de responsabilidade mediante as falas do presidente em relação a Israel. Em princípio, o documento deve citar a previsão de que é crime de responsabilidade contra a existência política da União “cometer ato de hostilidade contra nação estrangeira, expondo a República ao perigo da guerra, ou comprometendo-lhe a neutralidade”.

Da Redação*

TOLEDO

*Com informações da Agência Brasil e Assessorias

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