Educadora financeira orienta que planejamento começa com hábitos conscientes

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Com esse cenário desacelerado neste ano, os hábitos e decisões individuais se tornam ainda mais importantes. A educadora financeira Márcia Bedin orienta que, para enfrentar um ano econômico desafiador, é fundamental desenvolver uma mentalidade financeira saudável.

“Ter uma mentalidade financeira saudável é entender que o dinheiro é uma ferramenta, não uma fonte de culpa, medo ou ansiedade. É sair do piloto automático, parar de reagir apenas às urgências e começar a fazer escolhas conscientes. Essa mentalidade envolve responsabilidade sem autocobrança excessiva, visão de longo prazo e a capacidade de alinhar o uso do dinheiro com valores, objetivos e estilo de vida, e não com comparações ou impulsos emocionais”, pontua a educadora financeira.

HÁBITOS – Ela destaca que alguns hábitos são essenciais para transformar a relação com o dinheiro. “É recomendado acompanhar o dinheiro com frequência, mesmo que poucos minutos por semana. Também é indicado gastar com intenção, perguntando ‘isso faz sentido para minha vida hoje?’. Planejar antes de gastar, e não apenas registrar depois, além de criar reservas financeiras, mesmo que com valores pequenos no início, revisar decisões financeiras e entendendo erros sem se punir também devem fazer parte dos hábitos. O hábito mais importante de todos é o da consciência financeira diária”.

MUDANÇAS – No que se refere ao planejamento financeiro, Márcia reforça a importância de começar com simplicidade e foco na realidade. “Meu principal conselho é: comece simples e realista. O planejamento financeiro deve partir de três pilares: Clareza: saber exatamente quanto entra, quanto sai e para onde vai. Objetivos definidos também fazem sentido ao estipular metas financeiras, das quais precisam ter prazo e propósito. Estratégia: decidir antecipadamente como o dinheiro será distribuído, enquanto outro ponto essencial é revisar o planejamento ao longo do ano. Planejamento não é algo engessado, ele precisa acompanhar a vida”.

Ela alerta ainda que muitas pessoas desistem de seus planos. “Muitas pessoas confundem planejamento com força de vontade, criando metas irreais e cheias de restrições, sem considerar comportamento, emoções e rotina. Com o tempo, o cansaço acaba vencendo. Para manter a motivação, é importante criar metas possíveis, não perfeitas; dividir grandes objetivos em pequenas conquistas; celebrar avanços, mesmo que pequenos; e revisar o plano quando algo não funciona, em vez de desistir. Afinal, constância vence motivação”.

PRIMEIROS PASSOS – Para quem está começando do zero, Márcia indica que “o ideal é olhar para a própria realidade financeira sem julgamento. Antes de pensar em investimentos ou grandes metas, a pessoa precisa organizar receitas e despesas, identificar dívidas e compromissos fixos, ajustar o padrão de vida, se necessário, bem como começar a construir uma reserva financeira básica. Um planejamento começa com base sólida, não com pressa”.

Márcia também destaca que a consistência é a chave. “O planejamento financeiro se torna mais eficaz quando é simples, frequente e conectado à vida real. Algumas estratégias ajudam muito, como definir um dia fixo no mês para revisar as finanças e usar ferramentas práticas, como planilhas, aplicativos ou cadernos. Também é importante conectar o planejamento a objetivos emocionais, e não apenas a números, além de ajustar o plano sempre que a vida mudar. O planejamento funciona plenamente quando deixa de ser um evento anual e passa a fazer parte da rotina”, afirma.

Da Redação

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