Plano de contingência reforça ações de enfrentamento às arboviroses

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As arboviroses, como Dengue, Zika e Chikungunya, continuam sendo um dos principais desafios de saúde pública no Brasil, exigindo atenção constante e ações integradas. O enfrentamento dessas doenças conta com ações do poder público e da comunidade, com medidas de prevenção, combate ao mosquito transmissor e conscientização da população.

Recentemente, o Município de Toledo apresentou o plano de ação que vai orientar o enfrentamento às arboviroses em Toledo ao longo de 2026, o Plano Municipal de Ação para Enfrentamento da Dengue, Chikungunya e Zika Vírus. O documento reafirma o compromisso municipal com uma resposta articulada e tempestiva, capaz de reduzir o impacto das sazonalidades, minimizar riscos de epidemias e aperfeiçoar continuamente a capacidade de prevenção, detecção precoce e manejo dos casos.

O objetivo geral do Plano é nortear as ações de prevenção e controle das arboviroses e evitar a ocorrência de óbitos no município de Toledo. Na atualização da edição de 2026, o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde, Junior Palma, comenta que novas diretrizes foram inseridas no Plano como a inclusão das Ovitrampas, um novo instrumento de monitoramento da infestação do mosquito Aedes aegypti, mudança no fluxo de coleta de exames e a mudança no Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti (LIRAa).

TRABALHO EM REDE – Palma explica que o plano de contingência é amplo e envolve toda a rede de assistência à saúde, rede de urgência e emergência, Atenção Primária em Saúde, o setor de epidemiologia de combate à dengue e de comunicação. “Dentro de cada uma dessas áreas, cada setor tem a sua atividade a ser desenvolvida, como controle do número de atendimentos, manejo clínico dos pacientes, visitas e orientações, controle das Ovitrampas e informações a população com relatórios e boletins”.

O diretor complementa que uma das prioridades do Plano é a instalação das Ovitrampas, trabalho que foi concluído em todo o perímetro urbano nas primeiras semanas de janeiro. “Em todas as áreas urbanas do município foram instaladas e já iniciamos a instalação das Ovitrampas no interior. Esse é o nosso foco neste momento terminar essa instalação conforme as diretrizes”.

AVANÇOS – No trabalho de enfrentamento as arboviroses, o Município conquistou avanços importantes, um deles foi a descentralização das notificações de Dengue do Sinan desde julho de 2024. Junior Palma cita que essa ação permite a supervisão geral acesso rápido aos dados da planilha e do Sinan. Com isso, agiliza os trabalhos das equipes.

“É um avanço e uma melhoria porque os bloqueios são feitos a partir das áreas quentes, tanto de localidades onde tem pacientes com notificações, quanto de localidade onde as Ovitrampas estão nos mostrando. O bloqueio de notificações já vem sendo feito há um ano e meio e isso melhorou muito a tomada de decisão. As Ovitrampas vem somar nesse sentido de mostrar onde que o mosquito está voando”.

MONITORAMENTO – O uso de ovitrampas, implantadas desde a primeira quinzena de agosto, atraem fêmeas do Aedes aegypti para deposição de ovos em lâminas de eucatex. As coletas periódicas das unidades instaladas alimentam uma plataforma federal que gera mapas de calor e indica áreas com maior circulação do mosquito.

O novo sistema, implantado inicialmente em agosto de 2025, é um serviço minucioso e com necessidade de tempo. Por isso, Junior Palma enfatiza que a mudança no trabalho de combate está mais intenso, porque os agentes irão atuar nas localidades – áreas quentes – com mais notificações, tanto do Sinan, quanto das Ovitrampas. “Às vezes a população vai questionar por que o agente de endemias está passando na mesma localidade em menos de 20 dias, mas é por conta da mudança na forma de atuação a nível nacional de combate a dengue”, conclui.

Da Redação

TOLEDO

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