Polícia prende mulher que matou, esquartejou e queimou marido na churrasqueira

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Márcio Pimentel

Da Redação

TOLEDO

Um caso estarrecedor foi esclarecido nesta semana pela Polícia Civil de Toledo. Um caso, aliás, que parece ter saído de um roteiro de filme ou série das mais aterrorizantes. Taciana Ferreira da Silva matou, esquartejou e depois queimou o marido, Edivan da Silva Almeida em Toledo. O motivo do crime teria sido uma suposta traição do marido. A Polícia chegou até a autora depois de colegas de trabalho de Edivan registrarem seu desaparecimento no dia 1º de março, aproximadamente duas semanas após ele ter sido morto pela esposa.

O assassinato teve requintes de crueldade, conforme relatou o delegado Fabio Freire, que comandou a investigação na 20ª Subdivisão Policial, em entrevista coletiva nesta sxta-feira (22). A mulher está presa em Corbélia. A Polícia Civil aguarda ainda o laudo da Polícia Científica para concluir o inquérito.

DESAPARECIMENTO – De acordo com o delegado, Edivan não aparecia para trabalhar desde a metade de fevereiro deste ano. A esposa encaminhou alguns atestados médicos que depois foram comprovados como sendo falsos. No dia 1º de março, colegas de trabalho do homem compareceram à delegacia para registrar seu desaparecimento, além de relatarem os atestados que já se suspeitava serem falsos.

“A partir daí confrontamos a mulher, que passou a dar versões distintas para os atestados”, comentou o delegado. O doutor Fabio Freire disse ainda que a mulher usou o celular da vítima para se fazer passar por ele, já que a essa altura familiares de Edivan, na Paraíba, também estavam preocupados porque havia um padrão de comunicação que não estava sendo seguido. “Os familiares queriam fazer chamada de vídeo e a esposa, se passando pelo marido, dava desculpas para não realizar as chamadas”, informou o delegado.

Freire contou também que a mulher, quando questionada, afirmou primeiro que o homem teria viajado para a Paraíba, seu estado de origem, e depois que ele teria saído de casa com outra mulher. “Diante das contradições, a Polícia solicitou a prisão temporária. Já presa ela confessou o crime e forneceu mais detalhes de como tudo aconteceu”.

CRUELDADE – O doutor Fabio Freire detalhou como tudo teria acontecido, de acordo com a versão de Taciana Ferreira da Silva. Ela disse que no dia 14 de fevereiro deu alguns medicamentos a Edivan, que reclamou de não estar se sentindo bem. A mulher então saiu para trabalhar normalmente e, quando retornou para casa, percebeu a pulsação fraca do marido. “Ela então deu uma nova dose do medicamento, foi trabalhar e constatou o óbito no dia seguinte”, contou o delegado da 20ª SDP.

Taciana, que é técnica de enfermagem, retirou cuidadosamente o corpo do marido da cama, levou até o banheiro e o esquartejou, separando as partes do corpo em sacos plásticos. “Ela então levou tudo para a churrasqueira e queimou”, ressaltou o delegado Fabio Freire. Ela ainda se certificou de retirar os restos mortais, colocar em outro saco plástico e se desfazer de tudo.

A Polícia, numa busca rápida na residência onde tudo aconteceu, localizou alguns restos de ossos que agora passarão por perícia para se confirmar se são ou não de Edivan.

Um crime bárbaro, chocante, com requintes de crueldade. Em Toledo.

A entrevista completa pode ser acessada no nosso canal do Youtube ou nas redes sociais.

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