PEC do voto impresso não prevê volta das cédulas de papel

A comissão especial do voto impresso auditável vai completar um mês de implementação com uma agenda intensa.  O trabalho que analisa a PEC 135-A,inclui, além das reuniões parlamentares, audiências públicas para esgotar todas as dúvidas acerca do atual sistema e as possibilidades de implantação de um mais moderno, com a impressão do voto para possíveis auditorias futuras.

            Para o deputado federal Paulo Eduardo Martins (PSC-PR), presidente da comissão, é preciso, em primeiro lugar, acabar com as fake news sobre o tema. “Por desconhecimento ou por má fé, algumas pessoas espalham que a ideia é a volta da cédula de papel e isso não foi cogitado em nenhum momento. Esse é o primeiro ponto que precisa ser esclarecido para a sociedade”.

            Nesta terça-feira (08/06) aconteceu mais uma audiência pública com a presença de alguns especialistas do setor digital e analistas de processos eleitorais. “Estamos ouvindo gente que conhece muito de sistema eleitoral eletrônico. Não tem achismo, partidarismo ou ideologia. O trabalho é muito sério com o único objetivo de garantir um processo transparente e confiável”, declara Paulo Eduardo Martins, que complementa: “Essa não é uma pauta da direita ou da esquerda. Tem que ser uma preocupação de todos aqueles que defendem a democracia”.

            De acordo com a PEC da deputada federal Bia Kicis (PSL- DF), um comprovante impresso do voto dado na urna eletrônica vai para uma urna física, que poderá ser aberta para auditorias. Nenhum eleitor leva cópia do comprovante para casa, o que garante o voto secreto. Para entrar em vigor nas eleições do ano que vem, a PEC precisa ser aprovada na comissão especial, para depois ser levada ao plenário com aprovação até outubro.

Da Assessoria