Projeto Rondon: acadêmicos do Oeste do Paraná realizam ações em Rondônia

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Oito jovens acadêmicos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) colocaram na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula para ajudar o próximo nas férias de julho. Eles se deslocaram ao estado de Rondônia, na região Norte do Brasil, para participarem do Projeto Rondon – Operação Sentinelas Avançadas, uma parceria do Ministério da Defesa e das universidades brasileiras.

Nesta edição, doze cidades do interior de Rondônia receberam os alunos no período de 7 a 22 de julho. As localidades foram: Alta Floresta D’Oeste, Alto Alegre dos Parecis, Campo Novo de Rondônia, Castanheiras, Costa Marques, Nova Brasilândia D’Oeste, Novo Horizonte do Oeste, Parecis, Primavera de Rondônia, Santa Luzia D’Oeste, São Felipe D’Oeste e Seringueiras.

O projeto teve como Centro Regional a capital Porto Velho. Os alunos da Unioeste atuaram com os estudantes da Unisagrado, de Bauru (SP). Juntos eles trabalharam no município de Santa Luzia do Oeste, cerca de 502 quilômetros de Porto Velho.

AÇÕES – Acadêmicos da Unioeste dos campus de Cascavel, Francisco Beltrão e Foz do Iguaçu se inscreveram e foram selecionados para participarem do Projeto. O coordenador adjunto na Operação Rondon – Operação Sentinelas Avançadas, professor Marcos Freitas de Moraes, explica que as duas equipes que atuaram em Santa Luzia do Oeste desempenharam diversas atividades nas áreas de meio ambiente, tecnologia e produção, comunicação, trabalho, saúde, educação, direito e justiça e também cultura.

Docente da Unioeste, campus Toledo, Marcos Freitas de Moraes, atua no projeto Rondon desde 2008. Com a coordenadora do Projeto, a professora Adriane Martinez, do campus Cascavel, ele acompanhou os estudantes em todas as atividades.

“A Unioeste propôs 75 oficinas para realizar em Rondônia e nós atingimos 1.190 pessoas da comunidade que participaram das atividades, sem contar as crianças e adolescentes. Foram momentos únicos e especiais”.

Entre as oficinas realizadas o professor destaca a de maquiagem, artesanato, produção e venda de brigadeiro. “Todas as oficinas realizadas foram com o intuito de fortalecer e agregar renda para a comunidade. Lá tinham muitas doceiras, mas elas não conheciam técnicas novas, não tinham conhecimento de como aumentar as vendas, como impulsionar o seu negócio na internet e com as oficinas repassamos esses conhecimentos. É um trabalho diretamente ligado com a comunidade e que faz a diferença”, explica.

Além das oficinas, os acadêmicos também realizaram atendimentos na área de saúde com aferição da pressão e de glicemia, avaliação nutricional, orientação sobre higiene bucal e sobre a importância da vacinação. “Observamos um grande número de pessoas que pararam de tomar as vacinas e identificamos um problema na localidade, que é a disseminação de fake news. Por isso, intensificamos o trabalho de orientação à população sobre a importância das vacinas e como elas nos protegem de doenças sérias. Aos poucos fomos derrubando barreiras e conquistando a confiança das pessoas. Ao final conseguimos repassar as informações sobre saúde para a população”, complementa Moraes.

TRANSFORMAÇÃO – A cada edição, Moraes pontua que o Projeto Rondon provoca um sentimento diferente nos participantes. A experiência é única e cheia de aprendizado. Na Operação, o professor conta que os alunos acabam descobrindo o seu potencial além das atividades desempenhadas dentro do campus da Universidade.

“A quantidade de conhecimento, a vivência durante o período, a troca de experiências e o contato com a comunidade são experiências que os acadêmicos nunca esquecem. E o Projeto Rondon é interessante porque ele mostra que existe um Brasil diferente, um Brasil que precisa deles e que precisa que atendimentos. O Projeto Rondon também mostra que existem caminhos para chegar até essas pessoas. O Projeto Rondon é uma sala de oito milhões de quilômetros quadrados com muito aprendizado, diversidade e muita cultura. E eu vejo isso no brilho nos olhos dos alunos em cada atividade que eles desempenham”, destaca.

O PROJETO – O Projeto Rondon é uma ação interministerial de cunho político e estratégico do Governo Federal, coordenada pelo Ministério da Defesa, destinada a contribuir com o desenvolvimento da cidadania nos estudantes universitários, empregando soluções sustentáveis para a inclusão social e a redução de desigualdades regionais e visando ao fortalecimento da Soberania Nacional.

O Projeto seleciona uma região do país com baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e abre um edital de convocação para as universidades participarem. Neste ano, o Projeto Rondon – Operação Sentinelas Avançadas foi realizado no estado que homenageia o sertanista Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, do século 20, responsável pelo trabalho de interligar as regiões mais distantes do Brasil e na defesa do povo indígena.

Como surgiu o Projeto Rondon

A ideia de levar a jovens universitários a conhecer a realidade brasileira e a participar do processo de desenvolvimento surgiu em 1966, durante reunião realizada no Rio de Janeiro, com a participação de universidades do então Estado da Guanabara, do Ministério da Educação e Cultural e de especialistas em educação.

O Projeto Rondon foi semeado em 11 de julho de 1967, quando uma equipe formada por 30 universitários e dois professores conheceram de perto a realidade amazônica no então território federal de Rondônia. A primeira missão teve a duração de 28 dias.

Tão logo os estudantes retornaram de Rondônia, propuseram a criação de um movimento universitário que desse prosseguimento ao trabalho iniciado no território visitado. A esse movimento deram-lhe o nome de Projeto Rondon, em homenagem ao Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon. O Projeto Rondon foi criado, pelo Decreto nº 62.927, de 28 de junho de 1968, que estabeleceu um Grupo de Trabalho (GT) denominado de “Grupo de Trabalho Projeto Rondon”.

Da Redação

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