Descarte incorreto de resíduos reforça necessidade de consciência ambiental

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O descarte irregular do lixo é um problema que afeta diretamente a saúde pública, o meio ambiente e a qualidade de vida da população. Quando resíduos são jogados em locais inadequados, como terrenos baldios, ruas e margens de rios, aumentam os riscos de enchentes, proliferação de insetos e transmissão de doenças, além da degradação ambiental.

No período das festas de final de ano e as férias, quando as famílias recebem mais visitas em casa, é comum o aumento da produção de resíduos. Restos de alimentos, embalagens e materiais descartáveis passam a fazer parte da rotina, exigindo ainda mais atenção quanto à separação e ao descarte correto do lixo, para evitar impactos ao meio ambiente.

No final do ano passado e início de 2026, Toledo voltou a enfrentar problemas relacionados ao descarte irregular de lixo, situação que impactou a limpeza urbana, o meio ambiente e a qualidade de vida da população. O aumento de resíduos em vias públicas e locais inadequados reacendeu o alerta para a importância da conscientização da comunidade e do cumprimento das normas de coleta e destinação correta dos resíduos.

Em uma entrevista para o JORNAL DO OESTE, a diretora de Licenciamento Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente de Toledo, Liliane Dória, contou que nesse período de final de ano houve um volume muito alto de produção de resíduos no município. “Final de ano costuma ser sempre um período festivo com muitas comemorações, muito consumo e aumento do volume de lixo. Do dia 20 de dezembro até o dia 27 recebemos mais de 120 toneladas de lixo por dia. E isso gerou um verdadeiro acúmulo e as pessoas, infelizmente, não fazem a destinação correta”.

A gestão municipal fez uma reunião na última terça-feira (6) com as equipes de colega de lixo orgânico, coleta do material reciclado e dos volumosos onde tratou de descarte incorreto, dificuldades operacionais e ajustes no sistema de coleta no município. “Foi uma reunião muito produtiva. Vamos traçar novas rotas para os caminhões, estamos pensando também em ampliar a coleta de reciclados, mas pessoas têm que ter consciência do descarte correto. A partir do momento que você faz a seleção correta, além de ajudar a manter nossa cidade limpa e organizada, também está ajudando família que vivem desse material”, pontuou.

DIFICULDADES – Liliane lembrou que há inúmeros containers na cidade – para o descarte orgânico e reciclável – mas ainda há muito material descartado de forma irregular. Também citou dos descartes em locais irregulares como terrenos baldios, margem de rios, entre outros espaços. São resíduos domésticos, restos de construção, volumosos como móveis e eletrodomésticos descartados de foram irregular.

No caso dos resíduos volumosos, o Município disponibiliza um contato via WhatsApp para o agendamento de uma empresa que retira esses materiais nos imóveis. Em 2025 foram mais de 4 mil atendimentos desta natureza. Houve um período de 30 dias onde o Município ficou impossibilitado de receber o material por conta da ocorrência de incêndio no Aterro Sanitário, mas o serviço teve continuidade posteriormente. Há também o Ecoponto disponibilizado no bairro Jardim Santa Clara IV e a Prefeitura estuda implantar um novo espaço para o recebimento de volumosos. “Existem formas da população destinar tudo o que tem, não precisa jogar no container. Existe uma forma de fazer o descarte correto”, enfatizou a diretora.

Durante a entrevista também foi abordado um episódio que ocorreu recentemente de uma ação integrada que removeu 15 caçambas de lixo descartado irregularmente na Linha Bonita. Liliane lembrou que em 2025 o Município, por meio das secretarias de Meio Ambiente e Infraestrutura, limpou aquele espaço 15 vezes. Ela explicou que a Prefeitura irá tomar novas atitudes para reduzir o descarte irregular no município.

“Foi feita essa limpeza no local e essa área será monitorada. Vamos fazer uma revitalização, cercar essa área e colocar monitoramento por câmeras. Naquele local não haverá mais descarte regular. No local temos a sanga do Rio Pinheirinho e o solo ali está impactado; vemos lixo dentro da sanga. O Ecoponto do Santa Clara IV está a quatro quadras do local, mas infelizmente vemos lixo naquele espaço. Os contêineres também precisam ser monitorados para a população não fazer o descarte irregular”, explica.

Liliane citou ainda a participação dos prédios e condomínios no descarte correto dos resíduos. “O administrador do prédio ou o síndico precisa repassar as informações. Nós precisamos entender que nós estamos em 2026. Existe a coleta seletiva e existe a coleta do lixo orgânico. Então nós vamos começar a cobrar bastante para as pessoas ter mais consciência”.

AÇÕES – Para mudar este cenário, ações de educação ambiental tornam-se fundamentais para conscientizar a comunidade sobre a importância do descarte correto, da redução do consumo e da separação dos materiais recicláveis. Para este ano a Secretaria de Meio Ambiente estuda diversos projetos e ações com intuito de estimular mudanças de comportamento, promover a responsabilidade coletiva e minimizar os problemas causados pelo lixo descartado de forma inadequada.

A diretora de Licenciamento Ambiental, Liliane Dória, comentou que a equipe estuda reformular a página da Secretaria na internet para fornecer mais informações sobre a rotina de coletas de lixo orgânico e reciclado no município, pretende criar um aplicativo para acompanhamento dos veículos de coleta, realizar campanhas educativas com adultos e crianças, entre outros projetos.

Da Redação

TOLEDO

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