Secretaria de Saúde oferece oxigenoterapia para pacientes em processo de desospitalização

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Apesar de ser uma demanda da saúde pública, a pandemia de coronavírus acentuou a necessidade de oxigenoterapia domiciliar prolongada em pacientes. Este tipo de atendimento é realizado pelo Governo do Estado, porém o alto número de solicitações levou à Secretaria de Saúde buscar alternativas para resolver esta situação. Nesta semana, a administração municipal anunciou a contratação de uma empresa para para realizar as instalações de aparelhos para os pacientes dependentes de oxigênio em processo de alta hospitalar. 

Por meio de um trabalho intersetorial dos diversos departamentos da Secretaria de Saúde, realizou-se o processo licitatório para o fornecimento dos equipamentos aos pacientes. “É um avanço importante para dar mais qualidade para as pessoas que necessitam deste suporte. Tínhamos muitas situações envolvendo esta questão e estudamos uma forma de auxiliar e dar mais conforto para essas pessoas. Estamos humanizando e revolucionando o atendimento em nosso município”, reforçou o prefeito Beto Lunitti. 

A medida vai acelerar o processo de desospitalização. “Em algumas situações, os pacientes precisavam permanecer no hospital até que fosse providenciada a estrutura no domicílio. Após os trâmites documentais, as famílias aguardavam por dias a instalação do aparelho ser realizada pelas empresas contratadas pelo governo estadual. Esse processo, pelo aumento de solicitações por conta da pandemia, acabou gerando mais tempo de espera e trazendo apreensão para pacientes e familiares”, comentou a secretária de Saúde de Toledo, Gabriela Kucharski.

O acesso ao programa acontece por meio do hospital onde a pessoa está internada. Quando houver a previsão de alta, os profissionais que acompanham o paciente comunicam a necessidade à Equipe Multiprofissional de Atendimento Domiciliar (EMAD) da Secretaria de Saúde. “Este fluxo é interno, não é a família que fará a solicitação. O paciente é avaliado por esta equipe que dará continuidade ao acompanhamento da pessoa quando ela já estiver domiciliada”, explicou a médica do EMAD, Eliana Benatti.

Além de oferecer mais conforto para o paciente, a implantação do programa vai auxiliar na abertura de novas vagas na rede hospitalar. “Tínhamos casos onde os pacientes permaneciam internados, pois não havia condições de oferecer a oxigenoterapia em casa de forma mais rápida. Nós conversamos com os setores da Secretaria de Saúde e após estudos encontramos uma saída para auxiliar neste processo”, afirmou o vice-prefeito Ademar Dorfschmidt.

Benefíciados – Uma das pacientes beneficiadas com a oxigenoterapia domiciliar é Ana Munhoz Angelo, de 91 anos. Com problemas cardíacos, a idosa foi vítima de uma pneumonia que a deixou internada por aproximadamente uma semana. Um dos reflexos da doença foi a necessidade de uso contínuo de oxigênio. “Ainda no hospital recebi a visita da médica e de um enfermeiro que avaliaram o quadro dela e fizeram a solicitação. Na segunda-feira o equipamento estava instalado em casa e na quarta-feira ela recebeu alta”, relata a filha Luzia Munhoz Angelo Martins. “Eu nem sabia que a Prefeitura oferecia este tipo de atendimento, estávamos preocupados e pensando em unir a família para adquirir o aparelho”. 

Luzia ainda diz que poder cuidar da mãe em casa é melhor, pois ela se sente mais à vontade junto aos familiares. “Não sei se ela conseguiria ficar muito tempo lá. O hospital não é como a casa da gente. Ela não comia direito e aqui ela já se alimenta melhor, além de que está perto de todo mundo. Com todos os cuidados, os filhos e netos conseguem visitar e isso faz bem para ela também”, acrescentou.

Da Prefeitura de Toledo

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