UTFPR: pesquisa sobre concreto é publicada em capítulo de livro

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Pesquisadores da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), campus de Toledo, tiveram resultados de estudos publicados em um capítulo – que faz parte da série de livros Patologia e Reabilitação de Edifícios (BUILDING,volume 25). A pesquisa publicada nessa obra ocorreu no mês de março pela Editora Springer e envolveu a durabilidade de concretos com cimentos de menor emissão de carbono.

Os estudos iniciaram no ano de 2021. Durante o período de estágio de pós-doutorado do pesquisador, Carlos Eduardo Tino Balestra, na Universidade Estadual Paulista (Unesp), com a colaboração de professores da UTFPR e que fazem parte do grupo de pesquisa em Materiais e Estruturas (GMAES) do Campus. Além de Balestra, participaram das pesquisas os docentes Gustavo Savaris, Ricardo Schneider e Alberto Nakano.

As pesquisas envolveram a avaliação do desempenho em cada uma das misturas estudadas: na clinquer Portland, filler calcário, gesso, argila calcinada e silica ativa, ou cinza volante, ou cinza de bagaço de cana, ou cinza de caroço de açaí. O intuito foi comparar os resultados levando em conta à resistividade elétrica e à carbonatação dos concretos armados de resíduos agroindustriais.

Segundo Balestra, a pesquisa, que foi publicada no capítulo do livro, retrata o comportamento dos materiais de menor impacto ambiental com relação a durabilidade do concreto. “A resistividade elétrica é a capacidade do concreto em resistir ao fluxo de cargas elétricas. Quanto menor for este fluxo, mais resistivo e durável será a estrutura. No caso da carbonatação, ela está relacionada a penetração de CO2 do ambiente, o que acaba reduzindo o pH do concreto em meios urbanos, levando a corrosão das barras de aço”, explica ao enfatizar que quanto menor for a penetração de CO2, mais durável será a estrutura de concreto armado.

OBJETO DE DIVERSAS PESQUISAS – Os cimentos de menor emissão de carbono são conhecidos como LC³ (Limestone Calcined Clay Cements), conforme o pesquisador, e a utilização de materiais cimentícios suplementares (SCM) para substituir em que até 50% o clínquer/cimento Portland (tradicional) tem sido objeto de diversas pesquisas.

Balestra pontua que a motivação para o estudo acontece tendo em vista que uma grande parte das emissões de CO2 no mundo advém da indústria cimenteira (em torno de 10% das emissões globais). “Assim, nosso grupo de trabalho vem se empenhando e desenvolvendo pesquisas neste âmbito”.

O resultado evidenciado no capítulo aponta que a presença de SCM em concretos LC 3 aumenta em até 25% a resistividade elétrica e apresenta frentes de carbonatação maiores em relação ao concreto de referência devido à baixa disponibilidade da Portlandita para reagir com o CO2.

Da Redação*

TOLEDO

*Com informações da Assessoria

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