Dia Internacional da Mulher: o empoderamento que renasce

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Historicamente, as mulheres têm uma história de batalha. A luta é constante, seja pela garantia de direitos, igualdade salarial, contra o preconceito, espaço no mercado. O 8 março é muito mais que uma data comercial, é o Dia Internacional da Mulher, dia de enaltecer o empoderamento feminino e evidenciar que a doçura feminina tem muita força.

Elas são mães, são amigas, são esposas, são profissionais, são donos do lar e fazem valer o ditado de que ‘lugar de mulher é onde ela quiser’. Existe aquelas que priorizam a família; outras escolhem a carreira; tem também aquelas que levam bandeiras e vão até o fim. É uma escolha e o ideal é que cada mulher tenha a liberdade, a possibilidade e o apoio necessário para suas escolhas.

“Empoderamento feminino não é algo novo, ele ficou mais conhecido, mais falado, mais colocado em evidência e, dessa forma, mais visível”, cita a psicóloga, Jane Patti. “O empoderamento feminino tende a representar o movimento em que a mulher realiza no ato de tomar poder para ela mesma, uma forma de controlar a vida, de fazer as próprias escolhas e isso envolve todos os pilares da vida”.

AS MULHERES ESCOLHEM – Jane destaca que quando se fala em empoderamento feminino não se trata apenas de mulheres com destaque profissional, em líderes, em gestoras, mas sim de todas. “Isso envolve a mulher escolher ser dona do lar, ser motorista, ser professora, ser o que ela quiser é uma forma de ser empoderada, de escolher sobre a vida, de decidir”, declara.

Para a profissional, o empoderamento feminino vai muito além de um movimento interno da mulher, é algo que ganhou representatividade como algo social, iniciativas que derem vida para projetos e programas que contribuem, que abrem portas, que dão oportunidades para as mulheres ficarem empoderadas. Ela cita que com o engajamento das mulheres e da sociedade é possível evoluir mais.

O MEDO DAS ESCOLHAS – “Mesmo com o termo empoderamento feminino em pauta ainda é existem muitas mulheres que não conseguem assumir, tomar para si esse empoderamento. Logicamente, isso é muito pessoal, mas envolve condições como baixa autoestima, principalmente, no sentido de não acreditar que tem capacidade para assumir posturas, para fazer escolhas, enfim para sentir o que é o empoderamento feminino”, avalia.

A profissional pontua que medo das escolhas pode estar condicionado a fatores históricos que estão ligadas a violência de gênero e doméstica. Ela cita que durante anos as mulheres viam a violência vivida por elas como algo natural, especialmente, quando acontecia dentro da relação conjugal ou no ambiente doméstico.

“As situações de violência nem chegavam ao conhecido dos outros, não existia a possibilidade delas serem combatidas, tão pouco cessadas. Era o típico ditado ‘em brigada de marido e mulher, ninguém mete a colher’. Quantas vidas, sonhos e mulheres maravilhosas que poderiam ter feito a diferença, ficaram pelo caminho, foram privadas de viver por conta dos tipos de violência que viveram”, lamenta.

A psicóloga comenta que a sociedade tem visto com mais frequência casos de mulheres que lutam pelo bem mais precioso: a própria vida. Ela aponta que a partir do momento que os poderes públicos, que os órgãos de segurança, que as passou a ser colocada em prática públicas voltadas as mulheres, passou a ser possível criar estratégias para combater a violência e dar possibilidades para que as vítimas pudessem ter novas chances.

SER MULHER – “Ser feminista, ser conversadora, ser mãe, não ter filhos, ser empreendedora, ser colaboradora, ser dona de casa, viver um relacionamento sério, não ter um relacionamento sério, ter os cabelos longos, ter os cabelos curtos, a vida é feita de escolhas e essas escolhas quando são delas: das mulheres é que reflete no empoderamento feminino. O dia 8 de março é uma data de luta, uma data histórica, uma data comercial, mas também uma data para reflexão da sociedade e, principalmente, para a mulher fazer as próprias escolhas”, conclui.

Saúde da mulher: quando elas cuidam do próximo e esquecem de si

Será que com tantas funções as mulheres continuam dando a atenção necessária a própria saúde? – Foto: Janaí Vieira

Elas são mães (e muitas vezes também são pais), trabalham fora, estudam, cuidam da família e da casa e com a ‘loucura’ da rotina agitada acabam não tendo o tempo necessário para cuidar de si. As mulheres são mais atentas quando o assunto é a própria saúde, mas será que com tantas funções, elas continuam dando a atenção necessária que precisam?

A maioria das mulheres não deixa de fazer os exames de rotina e procura ajuda profissional diante de condições anormais de saúde. Elas fazem as consultas periódicas, realizam o tratamento medicamento quando existe prescrição e costumam cuidar dos demais familiares também.

Entre as enfermidades que mais atingem aa mulheres, o chefe da 20ª Regional de Saúde, o médico Fernando Pedrotti, cita que existem as doenças especificas e as doenças gerais. “Entre as específicas, as maiores causas de óbitos em mulheres são: o câncer de colo de uterino e o câncer de mama, ambos preveníeis e curáveis, desde que com um diagnóstico precoce”.

Em relação as doenças específicas, o médico pontua que existem as cardiovasculares e cita como exemplo os Acidentes Vasculares Cerebrais e Infartos Agudos do Miocárdio.

“Essas doenças ainda são mais comuns em homens, mas se observa um aumento entre as mulheres, possivelmente devido ao maior estresse, sobrepeso, sedentarismo e maior consumo de tabaco e bebida alcoólica”, declara.

A SAÚDE DA MULHER – O chefe da 20ª Regional de Saúde aponta que a rotina agitada, o acúmulo de funções, o estresse, fatores emocionais, entre outros têm desencadeado mais problemas de saúde nas mulheres. Ele reforça que o autocuidado não pode ficar esquecido.

“No ponto de vista da saúde, com mais funções, mais estresse também tem refletido no aumento de mulheres com algum problema de saúde. Outro ponto preocupante é a elevação de mulheres, principalmente jovens, ingerindo álcool, pois o organismo da mulher é diferente do homem e doses menores, no comparativo, tendem a fazer mais mal para as mulheres”, avalia.

ATUAÇÃO DOS ÓRGÃOS DE SAÚDE – A atenção e o cuidado em relação à saúde da mulher, dentro da Secretaria de Estado de Saúde do Paraná (SESA), têm início já na vida sua intrauterina, segue passando pela infância, adolescência, período adulto e até o seu envelhecimento. A SESA tem programas e ações voltados para as peculiaridades e necessidades do público feminino. A Sesa atua focada nos grupos com as seguintes patologias: Cardiovasculares (cerebrovasculares e isquêmicas e outras vasculares); Neoplasias; Diabetes Mellitus; e Doenças Respiratórias Crônicas (Asma, DPOC).

Para as mulheres, os atendimentos são preventivos e curativos. O Estado tem disponível laboratórios que realizam todos os exames Citopatológicos e Anatomopatológicos de Colo de Útero e Mama, mais dez que realizam exames Citopatológicos de Colo de Útero, nove para Citopatológicos de Colo de Útero e Mama e dois outros que realizam Citopatológicos de Colo de Útero e Mama e alguns Anatomopatológicos de Colo de Útero e Mama, distribuídos no território paranaense. Já o cuidado à mulher idosa considera que o envelhecimento é uma condição irreversível, ou seja, a evolução científica proporcionou um avanço na expectativa de vida.

Da Redação*

TOLEDO

*Com informações da AE Notícias

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