Professor acusado de pedofilia em Toledo volta à prisão após novo pedido da Polícia Civil

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Os delegados Alexandre Macorin (chefe da 20ª Subdivisão Policial de Toledo) e Fabio Freire (responsável pela investigação) comentaram sobre a nova prisão do professor suspeito de pedofilia, pornografia infantil e cyberbullying nesta quarta-feira (29). O caso gerou grande comoção na cidade porque o suspeito foi solto na última sexta-feira, atendendo a uma determinação da Justiça que não via indícios para a manutenção da prisão preventiva.

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“A Polícia Civil informa que o suspeito acaba de ser preso novamente com uma decisão proferida em outro inquérito policial”, informou no início da noite desta quarta-feira o delegado Alexandre Macorin.

Sobre a soltura do suspeito na semana passada, Macorin comentou que “ele (o professor suspeito) estava com a tornozeleira por uma decisão judicial a qual nós respeitamos e não discutimos” e confirmou que o delegado Fabio Freire pediu a prisão em outro inquérito “e a prisão foi deferida”.

NOVA PRISÃO

Como explicou o delegado Fabio Freire, o investigado responde a vários inquéritos e havia sido solto porque a pena num dos inquéritos (cyberbullying) não ultrapassava 4 anos. “Mas pela análise de dados, o Nipol acabou apurando que ele teria ocorrido em outros dois crimes, que seria de fraude processual e o de falsa identidade”.

Essas acusações foram comprovadas porque o professor tentou se passar por outra pessoa no decorrer das investigações. “Com isso ele ultrapassou esse limite de 4 anos. Foi feito então o pedido e demos o cumprimento rapidamente ao mandado de prisão”, completou o delegado Fabio Freire.

Apesar de sempre existir a possibilidade de soltura, o delegado acredita que, diante da reintegração o armazenamento de pornografia infantil e outro de importunação sexual. “Diante destas novas provas e destes outros delitos apresentados à Justiça, ele permanecerá detido por um bom tempo para analisarmos o material dos aparelhos que foram apreendidos”, acredita o delegado.

Fabio Freire comentou que no material apreendido há um grande conteúdo pornográfico e que já foi informado ao Poder Judiciário que, “além destes crimes, podem haver outros”, citou o delegado.

COMOÇÃO

Na opinião do delegado Fabio Freire, a manifestação da sociedade pode ser considerada “normal que a sociedade tenha esse sentimento diante da gravidade das condutas e as pessoas que estão sendo vitimadas nestes crimes, que são pessoas vulneráveis, que têm menos defesas, menos potencial em saber se defender e acabam sendo vítimas destes predadores sexuais”.

Quem tiver mais informações pode comparecer à Delegacia de Polícia em Toledo ou então entrar em contato através do telefone 197 para se agendar um horário para ser ouvida.

Márcio Pimentel

Da Redação

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