Simpósio Mulher Segura reuniu autoridades da Segurança Pública na FAG Toledo

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O Simpósio Mulher Segura realizado na última quinta-feira (23) no auditório da FAG Toledo foi um sucesso de público e de participação. O encontro foi organizado em parceria com a Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, com representantes do Núcleo Maria da Penha e o Curso de Direito da instituição. Na abertura, a mesa foi composta por representantes da FAG, que dividiram a fala com o coronel Valmir Souza, do 19º Batalhão de Polícia Militar, promotor José Roberto Moreira, representando o Ministério Público e o delegado Alexandre Macorin, da 20ª Subdivisão Policial. A advogada Maria Cecilia Ferreira também marcou presença, como representante da OAB Toledo. A delegada da Mulher Ana Cris de Oliveira e a sargento Anne Bogarin também participaram da articulação para a realização do simpósio e das discussões da noite. “Este encontro é um divisor de águas porque estamos iniciando uma operação para intensificar as ações afirmativas, através da Lei Maria da Penha, contra a violência de gênero e misoginia. Ele também é importante quando envolvemos nossos jovens estudantes, para que se conscientizem que a violência doméstica existe e precisa ser combatida”, alerta a delegada. Anne foi a primeira palestrante da noite, falando sobre as ações realizadas pela Polícia Militar de Toledo para proteção das mulheres. A nossa parceria com a FAG faz com que a PM chegue a um público que não estamos ambientados, que são os acadêmicos. É importante para conversarmos com os alunos, fazer com que as informações alcancem este público e as mulheres sejam mais protegidas. O tema é para mudar a cultura da sociedade e isto só muda através da educação”, afirma o coronel Valmir.

A equipe da Guarda Municipal que atua com a Patrulha Maria da Penha também palestrou sobre os casos e ações atendidas no município. A professora Camila Milazzotto Ricci e a professora Carline Cittadin falaram sobre como a justiça atua com relação a guarda, quando envolve casos de violência doméstica. “Nestes casos é preciso ter uma análise mais apurada, quando existe pedido de guarda de filho em caso em que a mãe é vítima, de forma direta e indireta existe uma exposição da criança ao risco e isto precisa ser observado”, explica Carline.

Camila é a coordenadora de Direito e uma das articuladoras do evento. “É um encontro que congrega a sociedade civil, comunidade acadêmica, Poder Judiciário e Poder Executivo, em uma discussão muito relevantes sobre políticas e ações que precisam ser implementadas coletivamente, tanto nas instituições como na sociedade, para termos uma sociedade com menos violência contra a mulher, que é o que todos nós queremos”, analisa Camila.

Durante o evento, a acadêmica Adrielly Nobre, apresentou o aplicativo”Alerta seguro”, para o mapeamento de casos de assédio sexual na cidade, a partir das próprias vítimas, de forma anônima. O projeto foi idealizado por ela e sua equipe durante uma competição realizada no Inovameat. 

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